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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ladrão que rouba ladrão

Não posso ligar o e-mail, Facebook, Google Reader, televisão que logo sinto ficar mais leve. É uma ilusão porque, na realidade, não é preciso saber das notícias para sentir a carteira a esvaziar.

Isto há já muito que dura, mas não sei se é da ganância, se é da escassez, mas...
... parece que cada vez roubam mais. Ou será que cada vez temos menos, o que parece mais?

No entanto, uma dúvida persiste na minha conturbada mente.
É a Europa que rouba, e o governo o roubado? É o governo que rouba ao povo? Ou à Europa? É o povo que roubou ao estado e agora é roubado? É o que foi roubado que roubou enquanto o roubavam?

Não sei. Mas uma coisa sei:
Todos nós aqui presentes vamos estar por cá daqui a 100 anos a tentar responder a esta questão.

"Ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão"

© Joel Santinho


NOTA: Todo o conteúdo deste blog é baseado em factos reais sendo que se torna muito difícil distinguir a ficção da realidade. Todas as imagens neste blog são descaradamente roubadas aos seus legítimos proprietários, desculpem lá qualquer coisinha! Se querem deixar o vosso desagrado façam-no aqui ou em: Tertulia Cor-de-Burro-a-Fugir no Youtube

terça-feira, 26 de julho de 2011

Festas populares

Chegámos à época das festas populares!

Bailes e bailaricos por este país fora, geralmente associados a um Santo ou uma Santa. Acontecem alguns dias no mês, perto do fim de semana (habitualmente de sexta a segunda). Romarias e procissões às quais se junta os comes, os bebes e a música popular.  Promessas que se cumprem ao mesmo tempo que se dá uns passos de dança, se bebem umas imperiais e se comem uns frangos, bifanas e caldo verde.

Momentos agradáveis para convívio com aqueles que não se veem há muito tempo. Isto, porque, geralmente, estão associadas ao regresso dos emigrantes. Viram o memorável filme “Aquele querido mês de agosto”? Lindo! Principalmente para quem tem memórias de infância e de adolescência semelhantes. Tempos de liberdade, em que nos podíamos deitar mais tarde, em que se namoriscava, se bebia às escondidas, etc. As responsabilidades passavam-nos ao lado e na manhã seguinte não era necessário acordar às 07h ou 08h para ir trabalhar ou para a escola. De qualquer modo, toda a gente sabia que iria suceder naquele fim de semana e pronto. Depois esperava-se mais um ano. Um ano em que se criavam expectativas da diversão e nos faziam divertir mais, mesmo que o grupo fosse diferente, mais reduzido ou que nem grupo houvesse.  Poupava-se para a festa, comprava-se roupa para a festa, gastava-se dinheiro na festa, etc.



Ninguém se zangava por haver festa até tarde. O objectivo era a festa correr bem para todos... e já agora rivalizar com a terra vizinha cuja festa tinha acontecido no fim de semana anterior ou ia ainda acontecer.





Chegámos à época das romarias e festas populares! Quer dizer... há sítios onde essas começaram no início de junho e se prolongavam até fins de julho todos os fins de semana e feriados, ainda que as responsabilidades chamassem ao outro dia pela manhã bem cedo... e parece que quem tem essas responsabilidades não se deveria sentir incomodado, não deveria tentar falar com os responsáveis das festas para que finalizassem mais cedo, não deveria averiguar se os responsáveis tinham as licenças necessárias como afirmavam (aliás como disseram para averiguar). Parece que as festas afinal acabaram ligeiramente mais cedo. O problema é que acabaram por motivos externos aos queixosos... Sim porque se ninguém lhes tivesse dito para averiguar as licenças, se ninguém os tivesse acusado do que não fizeram, se tivessem procurado dialogar e  chegar a consensos com os mesmos, as festas terminariam em fins de julho e não desse modo.

Escrevi há tempos que “Tertúlia designa uma reunião de amigos que com conhecidos discutem temas/assuntos mais ou menos sérios, de forma mais ou menos (des)preocupada, de forma mais ou menos… já não sei!” E ainda que “Neste post queria também agradecer o convite que me foi formulado há tempos atrás para integrar esta equipa. Agradecer a boa receptividade dos membros que não me conheciam. Agradecer ainda o companheirismo e a amizade (que espero crescente).”

Conheci pessoas fantásticas. E não retiro nada do que disse. Pena é algumas, ainda que continue a achar que são pessoas fantásticas,  apenas olharem para a frente do seu nariz, não olharem para o lado e como certas atitudes magoam e não podem, nem devem, ficar impunes como se nada fosse. Apenas observam o seu quintal, ainda que esse possa estar a extravasar para o do vizinho. Apenas espalham parte da história, esquecendo a mais importante. Pois é, isso também faz parte da natureza humana, dos usos e costumes.  Agora, claro, pode ser o meu retorcido e cruel ponto de vista.  E por fim, frontalidade precisa-se. As conversas têm-se cara a cara e não num blogue.
(C) Joaquim Guerra


NOTA: Todo o conteúdo deste blog é baseado em factos reais sendo que se torna muito difícil distinguir a ficção da realidade. Todas as imagens neste blog são descaradamente roubadas aos seus legítimos proprietários, desculpem lá qualquer coisinha! Se querem deixar o vosso desagrado façam-no aqui ou em: Tertulia Cor-de-Burro-a-Fugir no Youtube

terça-feira, 19 de julho de 2011

Insignificâncias



Damos demasiada importância a insignificâncias. De facto, preferimos atender a detalhes do que observar todas as partes, pensar a sério sobre as mesmas, e sob diferentes prismas.



Há dias a Web nação portuguesa revoltou-se contra a Moddys porque qualificou a dívida de Portugal de lixo. Sim, leram bem. A dívida é que foi considerada lixo, não o país. Alguém nessa altura se perguntou porquê? Alguém se pergunta como foi possível um estado viver acima das suas possibilidades durante tanto tempo? Um estado dar importância a insignificâncias ao invés de estruturar de facto o país? Um estado governado por uma personagem que comprava fatos na Califórnia (e nem vou falar do preço dos mesmos, nem do custo da viagem em primeira classe).


Julgo que é mais fácil falar do plantel desmesurado do Benfica, da morte do Angélico (se tinha ou não cinto, a que velocidade conduziria ele, etc. tudo notícias importantes e apoiadas em factos…). Não tenho nada contra esse clube, nem contra esse cantor, mas desculpem-me… achei ridículo o comportamento dos populares, que nem respeitar a privacidade da família soube. Mais uma insignificância para a maioria… não?


Ora outra insignificância para vocês, mas que tem muito valor para mim é a provável hibernação do meu computador, obrigando-me a endividar-me para trocar. O problema é que ainda não chegou e por isso, vamos lá ver quando volta a crónica. Espero não me atrasar como hoje, mas quando se está com um computador temperamental, tudo pode acontecer.


© Joaquim Guerra

significÂncia
NOTA: Todo o conteúdo deste blog é baseado em factos reais sendo que se torna muito difícil distinguir a ficção da realidade. Todas as imagens neste blog são descaradamente roubadas aos seus legítimos proprietários, desculpem lá qualquer coisinha! Se querem deixar o vosso desagrado façam-no aqui ou em: Tertulia Cor-de-Burro-a-Fugir no Youtube

terça-feira, 12 de julho de 2011

Quem somos? Orgulhosos?

Sabiam que vivemos num país diferente dos outros? Num país no qual existem mentes geniais, que transportam o nome de Portugal pelos quatro cantos do mundo pelas suas extraordinárias façanhas?

 
Não estou a falar dos descobrimentos. Estou muito mais actual. Factos gloriosos do passado que os sucessivos reinados não souberam aproveitar. 



Estou a olhar para o presente. Para empresas e génios que inventaram o carregamento dos telemóveis através do multibanco, ou o telemultibanco, ou o pagamento de portagens electrónico, o telemóvel com GPS, entre outros. Não parece, mas seria uma lista bem grande.

No entanto, quantos de nós sabemos que aquilo tudo foi inventado por portugueses em Portugal? Um pouco de orgulho não ficaria mal a ninguém.

Sabiam que Portugal é a segunda marca de calçado mais prestigiado e cara em todo o mundo? Que temos dois prémios Nobel? Que algumas empresas trabalham para a NASA? Que temos cientistas nas melhores instituições mundiais? Exemplos são vários, mas parece que poucos conhecidos.

No entanto o português é um povo cabisbaixo (dizem-no os estrangeiros que nos visitam), que mostra alegria com um olhar triste.


É um povo que torna o desenrascanso profissão, o pagar o menos possível de impostos um hábito. Temos uma das maiores economias paralelas… clientelas, etc. Sim também há aspectos negativos, que são internacionalmente conhecidos e que pesam na avaliação do nosso país.



Vamos lá levantar o queixo e mostrar orgulho em sermos portugueses! Foi este país que me cativou há uns anos atrás. Não aquele que se queixa dias após dia.


© Joaquim Guerra

PS: Um pedido de desculpa impôe-se aos leitores. este texto deveria ter saído a semana passada, mas estive fora do país em trabalho e esqueci-me de o deixar programado.


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terça-feira, 28 de junho de 2011

Festivais

Chegou a época dos festivais. Crescem como cogumelos um pouco por todo o lado, com mais ou menos gosto, com mais ou menos logística. Todas as autarquias querem um pequeno lugar ao sol e inventa-se festivais para tudo e mais um pouco.

Até a Eurovisão, que festejava a música como entendimento entre os povos, passou a incluir a dança, não sei bem para quê. Eu não vi; e vocês? Já não tenho paciência para aquele sistema de voto devoluto, que inclui os telespectadores como se estes fossem mestres na matéria. 

Regressando aos festivais, sabiam que na República Checa existe um festival das melancias? Sim, leram bem. Nos Estados Unidos (Montana) festejam-se os testículos... bebe-se muita cerveja e comem-se testículos de touros... um festival onde nunca hei de ir!!

Não sabendo bem o que inventar... ou convidar... a qualidade perde-se. Nem todos os cartazes podem ter nomes sonantes que, juntamente com a crise, deixam os festivaleiros com menos opções.

Pergunto-me se existirão pessoas a poder ir a tanto festival de verão ou se veremos festivais com poucas pessoas ou com pessoas pouco consumidoras. Provavelmente os dois!

Mas o importante é  o show off, o faz de conta que tenho muito dinheiro para convidar mais que o meu vizinho. Não importa se fico a dever mais uns milhões, se não tenho lucros suficientes. Tenho de mostrar que está tudo em festa, que a crise não existe, é uma miragem que não me atinge.

(c) Joaquim Guerra


NOTA: Todo o conteúdo deste blog é baseado em factos reais sendo que se torna muito difícil distinguir a ficção da realidade. Todas as imagens neste blog são descaradamente roubadas aos seus legítimos proprietários, desculpem lá qualquer coisinha! Se querem deixar o vosso desagrado façam-no nestes links:(http://tertuliacordeburroafugir.blogspot.com/)-(http://www.youtube.com/tertuliacordeburro)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Marcha das vadias

Decorreu um pouco por todo o mundo. Cidades mais ou menos grandes, mais ou menos importantes encheram-se de mulheres cansadas de terem de ficar caladas sempre que ouvem um piropo, sentem uma mão a roçar-lhes o corpo ou pior... tendo que ficar caladas, caso contrário são despedidas. Sim, estamos a falar de mulheres honestas! Não daquelas vadias que até gostariam...


Mas existem outras vadias, com causas mais ou menos semelhantes, mais ou menos nobres. Dessas ninguém fala, atrave-se a falar ou quer falar.

1. Regularmente, determinadas vadias têm de deixar o seu posto de trabalho para o qual foram chamadas porque o patrão muda. Essas não me dão pena... andaram a consentir tempos largos com os desmames do patrão para manter um emprego dourado.

2. Todos os dias, homens e mulheres ouvem e sentem na pele todo o tipo de discriminações (e não só de cariz sexual) e consentem porque não podem perder o emprego (que até pode ser dourado, mas instável... depende de uma palavra, de um gesto).

3. Todos os dias, seres humanos ouvem e sentem todo o tipo de discriminações (e não só de cariz sexual) que outros sofrem na pele e apesar de terem estabilidade ficam caladas porque há sempre o risco de sofrerem consequências.

4. Todos os dias, vadias ouvem e sentem odo o tipo de discriminações (e não só de cariz sexual) que outros sofrem na pele e ficam caladas porque pouco lhes importa. O importante é terem o deles, os outros que se amanhem!

Deveria existir mais marchas das vadias. Uma para cada uma delas reclamando os seus direitos. Mesmo os menos nobres, por que não? Reclamar é um direito... pena não existir no dicinário mental a palavra dever.

Já agora, para quando a marcha dos vadios? Sim, deve haver algum lugar no mundo em que o homem sofre o mesmo que a mulher!





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terça-feira, 14 de junho de 2011

lugares comuns


Ultimamente temos ouvido tantos lugares comuns.

Ficamos a saber várias vezes ao dia que isto está mal, que a situação financeira está má, que as exigências estrangeiras forçar-nos-ão a mais sacrifícios, a educação tem vários problemas, a saúde idem, a polícia tem falta de meios humanos e financeiros…

Um rol sem fim de queixas, muitas delas antigas e até hoje sem solução à vista.

No fundo, tenho impressão que cada um se interessa mais pelo seu umbigo, e o resto é conversa fiada que se vende de modo a entreter toda a gente, assustando o povo e assim tendo o terreno preparado para cada vez mais exigências.

E agora pergunto-vos: não há quem ponha cobro a isto? Eu tenho impressão que iremos continuar assim muito tempo.

O importante, até para quem governa o país, é manter um estado de aparências que infelizmente (para eles) foram derrubadas por contágio. Belo vírus que veio mostrar de vez as chagas para as quais até ao momento nunca houve vacinas e tenho a impressão que não haverá nunca.


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terça-feira, 7 de junho de 2011

FESTA


Lancem os foguetes, animem a praça, chamem a banda, sirvam as imperiais… Portugal mudou de domingo para segunda. Acabou a crise, a Troika e o resto. 

São poucos os que encenam uma derrota a sério… muitos que vencem, mesmo não acontecendo. 

E mesmo os que perdem festejam na rua porque ficámos melhor. Já não temos dívidas. O povo já não vai contar os tostões, por isso façam uma grande festa pela noite dentro, com crianças e tudo que nada percebem e gastem gasolina de um lado para o outro a apitar a vitória. Amanhã terão rios de dinheiro para voltar a encher o depósito.

Pelo menos assim parece tendo em conta que houve festa em tantos sítios e com tantas cores diferentes.

Mas… a ilusão não dura muito pois não? Depois começa o país real e voltamos ao mesmo.

Ainda estou para ver o dia em que os políticos destituídos, perdendo a imunidade parlamentar, têm mesmo de responder pelos seus actos. Neste aspecto terão de concordar comigo: grandes nórdicos. Na Islândia o Governo anterior está em tribunal. E nós? Saem do Governo para empregos milionários (desculpem o desabafo). O Tribunal Constitucional deveria ter esse poder.

© Joaquim Guerra




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terça-feira, 24 de maio de 2011

?

O que me apraz dizer hoje encontra-se censurado

Por isso, vamos lá malta fazer um minuto de silêncio às ideias que me vêm à cabeça que não podem ser ditas ou passamos a ter um blogue para maiores de 18 anos.

Entretanto, podia falar-vos da educação sexual das abelhas e deixar a mensagem. Mas não me apetece e tenho esse direito. 

Ah, é verdade, resolvi desligar a TV a certas horas porque só se vêm figuras tristes e nada de ideias produtivas.



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terça-feira, 17 de maio de 2011

Ai as expectativas!


Todos apostamos em algo, nem que seja inconscientemente. Qualquer acto nosso nunca é inocente, esperamos sempre alguma retribuição, ainda que seja mais do foro mental do que físico. Não quer dizer que sejamos todos uma cambada de interesseiros. Não! A mente humana funciona assim, por objectivos e expectativas.

Esses objectivos traduzem-se numa série de expectativas que colocamos naquilo que vamos realizar. Por exemplo, quando queremos relaxar, numa esplanada, na praia, com os amigos, esperamos sempre que esse momento seja agradável, de sol, água boa, companhia, etc.

Ainda que não pensemos nelas conscientemente, colocamos expectativas no que realizamos.

Pois claro está, no Tertúlia Cor-de-Burro-a-Fugir também coloquei algumas expectativas. Umas foram-se, algumas foram trocadas, outras evoluíram, mas de forma natural, sem me chatear muito com isso e só lendo o texto de ontem é que me lembrei delas, porque resolvi fazer um pequeno momento de introspecção.

Também coloquei expectativas neste país, por exemplo. E continuo a acreditar nele. Tal como para o Tertúlia, as condições, contextos, maior aproximação com o grupo, a criação de laços, etc. Fizeram evoluir as ideias iniciais e todos crescemos.

Tenho a sorte (ah pois!) de ser um dos mais lidos… E por isso agradeço-vos porque de facto, de início, não esperava isso. Só tenho pena de tantos visitantes não corresponderem a mais comentários. Mas pronto…

Em jeito de balanço, de aniversário (já foi ou está a ser). O meu no Tertúlia é ou já foi, ou está a ser… já não me recordo muito bem e não me apetece ir ver porque de qualquer modo não faz parte das minhas expectativas saber.

Agradeço o convite ao Dario (sem acento eu que no início insistia em colocá-lo)… e os outros contentem-se com um OBRIGADO por fazerem parte dos meus conhecimentos. Também cresci convosco.

© Joaquim Guerra


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