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quarta-feira, 4 de maio de 2011

O Dia do Trabalhador

Alguém sabe porque se comemora o Dia do Trabalhador? - Pxxt!!! Cala-te, que ninguém te perguntou nada!!! - Pois... Ninguém sabe, tal como eu calculava.

Diz por aí que foi nos Estados Unidos em 1886 que esta moda começou. E que foi por causa de uma reivindicação de um grupo de trabalhadores, que se manifestaram nas ruas de Chicago exigindo uma redução das horas de trabalho de 16 para 8. Tudo mentira!!!! Blasfémia, digo eu!

Tudo começou com o Rei D. José I, em 1750, início do seu reinado, mas também o início do verdadeiro responsável pelo feriado Dia do Trabalhador, o Secretário de Estado do Reino, Marquês de Pombal.
Pois foi uma longa caminhada de 5 anos de reformas em Portugal, realizadas por D. José I, com a batuta do Marquês de Pombal, até que, em 1755, tudo mudou. Um enorme terramoto destrói grande parte de Lisboa, chegando até ao Algarve, inclusive.
A destruição foi monstruosa, as baixas: aos milhares; o prejuízo: incalculável!
Mas a genialidade do Marquês de Pombal fez-se ver e a reconstrução começou! Ao princípio tudo corria como o planeado até que, sem que nada o fizesse esperar, um menino da mamã decide que 16 horas de trabalho na reconstrução da grande cidade de Lisboa eram demais, pelo que junta mais alguns meninos da mamã e organizam um greve seguida de uma manifestação, reivindicando apenas 8 horas de trabalho. Os nomes destes pingentes não chegou até nós, visto ter sido apagado de todos os livros de História escritos desde então. Porquê? Porque estes meninos são os principais responsáveis pelo mau cheiro que se faz sentir em Lisboa hoje em dia!

O Marquês de Pombal e o Rei D. José I não tiveram outra hipótese senão aceder às exigências até porque o reinado de D. José iria acabar já em 1777, e o rei queria as obras acabadas ainda em vida.
Diz-se que o grande sismo de 1755 se deu a 1 de Novembro desse mesmo ano, tá claro, mas tudo não passa de um erro cronográfico. O calendário usado na altura era o Juliano, ainda não tendo sido feita a transição para o Calendário Gregoriano, o que gerou alguma polémica. A mudança deu-se em 1582, mas em Portugal só em 1826 o calendário Gregoriano se deu a conhecer aos portugueses pelas mãos do Rei D. Pedro IV de Portugal, numa aparição fantasma de 7 dias, só mesmo para trazer o dito calendário.
Ora, graças ao tradicional atraso de vida português, desengane-se quem pensa que o sismo de 1755 foi em Novembro, e como se deixou de ter a certeza de quando se deu, o feriado Dia do Trabalhador passou para o dia 1 de Maio, só por soar bem.
Assim, e em 2011, mais uma vez se comemora o dia em que meia dúzia de meninos da mamã acharam que 16 horas de trabalho diário era muito. Aceitem o facto sem lamurias nem queixumes!

Já agora, alguém sabe quem é o melhor do mund' Europa? - Pxxt!!! Cala-te, que ninguém te perguntou nada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

© Joel Santinho



NOTA: Todo o conteúdo deste blog é baseado em factos reais sendo que se torna muito difícil distinguir a ficção da realidade. Todas as imagens neste blog são descaradamente roubadas aos seus legítimos proprietários, desculpem lá qualquer coisinha! Se querem deixar o vosso desagrado façam-no nestes links:(http://tertuliacordeburroafugir.blogspot.com/)(http://www.youtube.com/tertuliacordeburro)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Velha Vila de Portimão

Portimão faz anos dia 11! Quantos? Muites!! É más velhe c'us més avós!!! Só na mande parabéns porque dizem que dá azar.
Tude começou há milhares de anes quande uns póves marafades cá vierem parar e começarem a desenvolver a terra por modes diste ser perto do mar. Forem uma catréfada deles, desde os bárbaros do Neolítico, passando pelos romanes, os desgraçades dos muçulmanes... todos andarem aqui à caquêrada uns c'us outres!!
Durante muintes anes, os princípais produtos de exportação que mais sairem desta terriola eram o figue, o azête e a sardinha. Algumas centenas de anes atrás, no Séc. XV, uma machêa de chatos andarem besoirando ós ouvides do Rê D. Afonso V, que chamou à nossa bela terra de São Lourenço da Barrosa, antes de se chamar de Vila Nova de Portimão. Só em 1924, e quando andava tude alvoriado por estas bandas, vêi o portimonense Manuel Teixeira Gomes, na altura o Presidente da República, e elevou esta vila a cidade e todes passarem a chamá-la de Portimão.
Portimão era uma das principais industrias conserveiras de Portugal, mas na década de 70 as conservas cairem a pique. Por causa desta desgraça dum cabrão, a estratégia para o terxêre mais inportante porto marítimo do país, muda para dar mais relevância ao turisme. Nada diste teria acontecide se na fôsse a nossa belíssima Praia da Rocha.
Hoje, Portimão é uma das cidades mais turísticas de Portugal. Cá se realizem Campeonatos mundiais de Windsurf, Jetski, etc. Com a construção do Autódromo Internacional do Algarve, também temes Campeonatos Mundiais de corridas de carres.
De salientar que somes a nação com mais retalhos e centros comerciais por metre quadrade do munde: 4!!!!!

Aprovêto este espaço de antena, não para amandar os parabéns a uma nova colega nossa que faz quase 23 anites, também no dia 11, mas só pra comunicar o facto!

Aprovêto também pra fazer outre comunicade:
O Tertúlia Cor-de-Burre-a-Fugir, em parelha com o Tertúlia Bar, võ realizar o sé Jantar Natalício também no dia 11 de Dezembre de 2010, no Restaurante Mistral, na Praia da Rocha. Apareçem!!!!!!
VIVA O DIA 11 DE DEZEMBRE!!!!!!! VIVA PORTIMÃO!!!!!!! VIVÓ TERTÚLIA!!!!!!! VIVA!!!!!!!



NOTA: Todo o conteúdo deste blog é baseado em factos reais sendo que se torna muito difícil distinguir a ficção da realidade. Todas as imagens neste blog são descaradamente roubadas aos seus legítimos proprietários, desculpem lá qualquer coisinha!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

"Eu quero ver... Portugal... Na CEE!!!!"

Supostamente, a entrada de Portugal para a CEE (actual União Europeia), em 1986, deveu-se às facilidades que iríamos encontrar, uma vez ligados aos restante países europeus, passando a pertencer a uma rede de Estados, um pouco à imagem dos Estado Unidos da América. E supostamente porquê? Porque nós, no Tertúlia Cor-de-Burro-a-Fugir, descobrimos a verdadeira razão para a entrada de Portugal para a actual União Europeia.
Desde o fim da 2ª Guerra Mundial que se sentiu uma necessidade de unir os países europeus. E várias tentativas foram feitas, todas com um relativo sucesso. Então, nos anos seguintes, cada vez mais países iam entrando nesta comunidade europeia, usufruindo do que Portugal só a partir de 1986 iria usufruir. E foi sob a administração do Governo de Cavaco Silva que Portugal Aderiu à União Europeia única e exclusivamente por causa dos Hippies Pé-Descalço!!


Ahhh pois é! Deixem que vos explique:
Hippies Pé-Descalço sempre existiram, mas esta variante só começou a dar mais nas vistas nos anos 50 e 60, com a explosão do Rock. Para Portugal, que é isso que nos interessa, foi nos anos 80, porque eu digo!

Esta união entre os países europeus provocou um desaparecimento das fronteiras e da necessidade do uso de passaporte entre os países aderentes, o que facilitou bastante a vida ao Hippies Pé-Descalço, Portugal passou a ser o seu destino de sonho, como se comprova hoje em dia.
Devemos ao Hippies Pé-Descalço a entrada em Portugal da Marijuana, Coca-Cola, McDonalds e Volkswagen,assim como também a certas técnicas milenares de roubo de laranjas e de caça em galinheiros.
Os Hippies Pé-Descalço não precisam de dinheiro, roupas, documentos, enfim, luxos!!
Dêem-lhes um tecto em troca de seu trabalho, uma folha de papel e um lápis e tá feito. Ficam felizes.
Os Hippies Pé-Descalço são artistas, são inteligentes, são habilidosos, são eremitas.
O que trouxeram de bom para o nosso país? Essa dúvida ainda persiste, mas existem teorias que foi qualquer coisa. Numa coisa, todos os grandes pensadores do nosso país estão de acordo: Não trouxeram nada de mal, são completamente inofensivos, o que me deixa bem mais descansado.


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quarta-feira, 30 de junho de 2010

A Lenda da Moura do Castelo de Tavira

Reza a história que um cavaleiro cristão, D. Ramiro, frustrado por não ter conseguido resgatar uma bela moura, filha de um governador de Tavira, também ele mouro, Aben-Fabila, se vingou em qualquer muçulmano que lhe aparecesse à frente, e desancava em todos, sem dó nem piedade!

A moura, supostamente encantada por seu pai, que havia fugido do Castelo de Tavira deixando-a para trás para mais tarde resgatá-la, era na realidade uma assídua frequentadora de um bar nas redondezas, o Califa Bar, nas imediações de Tavira, e fôra desertada por seu pai, pelas constantes investidas contra o seu poderio, mais concretamente, pelas tatuagens de crucifixos, piercings e grandes bebedeiras
Certa noite, mais concretamente na noite de S. João, bebia a bela moura o seu Cocktail de Baba de Camelo, quando um belo jovem se aproxima dela com ar sedutor e irresistível. E assim começou o engate. E como qualquer outro engate bem sucedido da altura, o jovem cavaleiro de nome Ramiro, começa a falar dos seus combates e conquistas, mesmo não tendo estado lá. Mas tudo valia na arte da sedução. E contou os “seus” feitos. E contou, e contou… E o rapaz falou até ao amanhecer. Mal sabia ele do encantamento daquela linda moura.
Sempre, e em qualquer circunstância, qualquer engate bem sucedido dirigido à moura, acontecera antes da alvorada matinal. Sempre!!! Era a triste sina da rapariga. Mas D. Ramiro, novo naquelas bandas, não sabia. E da pior maneira descobriu.
Aos primeiros raios de sol, ainda ele “batia o couro” à bela moura, quando ela lhe revela algo que nenhum homem gosta que lhe seja revelado: Os líquidos do interior do estômago de uma mulher! Neste caso, da moura!
Era esse o feitiço em cima dela. Toda a noite a beber fazia aquele efeito sempre àquela hora: O grego!
O cavaleiro cristão, D. Ramiro, nunca mais tentou seduzir mouras, tendo inclusive ganho “um pó” terrível àquela raça.
Ainda hoje, segundo contam os mais idosos, ainda a bela moura encantada aparece nas ameias do Castelo de Tavira, ao raiar do sol, a despejar os conteúdos do seu estômago, para pânico dos residentes.



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quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Lenda de Dona Branca

Corria o ano de 1278 quando o último rei mouro de Silves, de nome Ben-Afan, a mando de uma fada chamada Alina, se dirige ao Mosteiro de Lorvão em busca de uma lindíssima cristã que havia invadido os seus sonhos. A fada moura oferece-lhe dois ramos: um de murça, em representação do Amor, e outro de louro, que representaria a Glória. Conforme cada um dos ramos murchasse ou florisse, assim o rei deveria seguir as respectivas indicações.
Posto isto, lá foi ele ao Mosteiro em busca da sua amada. Assim que a vislumbra, o ramo de murça floresce com uma enorme força, significando que aquela é, sem qualquer dúvida, a sua companheira para a vida. Ela sente o mesmo e foge para casar com ele.
Mal sabia ele que essa linda cristã era Branca, princesa de Portugal, filha de El-Rei D. Afonso III.
Certo dia, o Rei faz um cerco ao Castelo de Silves e, no calor da batalha, fere mortalmente o rei mouro. Ao seu lado, os dois ramos oferecidos pela fada Alina - o de murça murchava rapidamente, enquanto que o de louro ganhava vida sem parar. O rei estava às portas da morte, mas morreria em toda a sua Glória. Morreria se…
Sem que nada o fizesse esperar, o ramo de louro começa a perder vida e o de murça rejuvenesce a olhos vistos. Branca aproxima-se do seu amado e beija-lhe gentilmente o pescoço, enquanto o ramo de murça cresce vivaz. E cresce, e cresce, e cresce. A princesa Branca, ao se afastar de Ban-Afan, revela no seu pescoço duas distintas marcas que sangram. Ele agoniza em dores. Mas rapidamente tudo lhe passa. É um homem novo, rejuvesnescido, energético… Ela regogiza-se e lambe os restos de sangue que lhe escorre pelos cantos da boca, ainda revelando os seus salientes caninos. Agora sim, ficariam juntos para sempre! Imortais, mas condenados à Sede, aquele insaciável desejo de se alimentar de sangue.

“Este é o final feliz! O final triste é que o ramo de louro secou por completo, e morreu afogado num refogado de cabrito!”

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Pedra Mourinha

A lenda da Pedra Mourinha ficou para a história do Algarve e do sítio com o mesmo nome, que se situa em Portimão. O que a lenda conta, muito de vós já sabe. O que não se sabe são os acontecimentos que deram origem a essa bela história de Amor.

Em tempo incerto, algures entre o século XII e o Século XXI, em pleno Agosto, um formoso rapaz nadador-salvador de uma praia de nudistas, situada onde hoje é Armação de Pêra, preparava-se para mais um dia de árduo trabalho. O jovem era alto (1,72 m), moreno, olhos e cabelos castanho-esverdeado, músculos bem salientes no seu corpo bem torneado. O seu nome era Álvaro Teixeira e era algarvio de gema, mas de descendências nortenhas.
O sol batia nas 6h30 da matina, e lá estava ele, a passar o protector solar enquanto micava os primeiro veraneantes do dia. Com ele encontrava-se Inácio d' Albuquerque, um seu grande amigo, que estava de regresso de uma noite de intenso labor. Capitão-de-Mar era ele. E com muito orgulho!
A chegada das pessoas ao areal provocava um aumento da concentração de Álvaro. Até que...
...Chega a mais bela, a mais atraente, a mais linda, a mais exótica naturista por ele alguma vez vista. A sua atenção, repentinamente, está toda direccionada para esta rapariga. Esta lindíssima mulher com o seu metro e sessenta, longos cabelos negros, morena de nascença, lábios carnudos, seios nem grandes, nem pequenos: firmes; pele lisa, olhar negro e penetrante, sensual! Ao seu lado vinham dois marmanjos com vestes esquisitas: eram muçulmanos. E armados!
Tanto Álvaro como Inácio fizeram uma expressão de desilusão, mas que só durou até Álvaro dizer: "Ahhh, que bela moura!!!!!" - Álvaro e Inácio acenaram, concordando e riram.
Mal sabiam eles o que estava para vir.
Os mouros e a bela moura sentaram-se mesmo em frente ao nadador-salvador, o que não é o mais indicado, pelo que Álvaro Teixeira interpelou os invasores: "Peço desculpa, mas não é possível permanecer neste local". Os dois capangas olharam de esguelha para ele e ripostaram: "Salamec malacueca!
", disseram. Álvaro olhou para eles com indignação no olhar e, no momento em que desviava o olhar dos árabes, roçou com a vista pela bela moura, apercebendo-se que ela o fixava com um olhar ternurento, meigo, apaixonado... Viram-se faíscas a sair de seus olhares, corações e cupidos dançavam em seu redor. Era Amor.
Passaram-se dias, e a moura regressava àquela praia e trocava olhares comprometedores com o nadador-salvador. O seu nome era Vaihamèda Hipolíta e, não sei se já referi, mas era linda!!!!!
Seu pai, o último resistente de Silves, rei da cidade ainda moura, soube das intenções dos jovens em se juntar e prendeu a sua filha na torre do castelo, mas Álvaro e Inácio, eram homens cheios de recursos e amizades, e conseguiram recrutar uma meia-dúzia de barmans e recepcionistas, e resgataram a princesa moura do encarceramento. Não durou muitos minutos até que Inácio d' Albuquerque, Capitão-de-Mar, convertesse a moura ao cristianismo, e casasse os dois pombinhos. O rei mouro mauzão nada pôde fazer, perante o acto que já estava consumado, e regressou ao seu país: o Iraque!
Álvaro e Vaihamèda foram viver para uma moradia de luxo, nos terrenos dos pais de Álvaro, em Vila Nova de Portimão. Prontamente o sítio ficou chamado de Bela Mourinha, em homenagem à bela da ex-princesa moura.
Tudo corria bem para os dois apaixonados: - Tinham uma casinha, uma charrete, um cão, um gato, um dromedário e um casal de periquitos. Eram felizes, e a ex-moura convertida a cristã estava de esperanças. Iriam chamá-lo de Augusto.
Certo dia, perto de sua casa, Vaihamèda aproxima-se de uma gruta para apanhar Rosmaninho para chá. Não sabia ela que essa mesma gruta estava assombrada por zombies gay, e que seu marido havia ordenado o encerramento da mesma, com um pedragulho de 30 toneladas, importado do Egipto.
Era domingo, e ninguém trabalhava, pelo que o calhau estava suspenso por uma grua, mesmo à entrada da gruta. Vaihamèda, feliz pela vida: - marido bom todos os dias, terreno com fartura, um rebento quase a chegar... - avista um belo de um rosmaninho à entrada de uma gruta, e vai lá para colhê-lo. De repente, ouve uns grunhidos esquisitos, assoma-se e... de súbito: um vulto passa por ela, o que lhe provoca um enorme calafrio. Assusta-se! Grita: "AAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!" O grito provoca um tremor de terra que abala a grua, partindo os cabos que aguentavam as 30 toneladas do calhau. Vaihamèda não consegue fugir e evitar ser atingida pelo enorme pedragulho.
Álvaro fica desolado, converte-se ao islamismo e, achando que não se justifica manter o nome do seu terreno como Bela Mourinha, muda-o para Pedra Mourinha.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A verdade por detrás da Lenda

Amanhã é Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades...
Ups.. Peço desculpa. Amanhã é feriado!!!!
E em época de comemorações deste grande escritor, contador de histórias, poeta português, o Tertúlia resolveu homenageá-lo durante toda esta semana. Hoje é isto que vos apresentamos.








Por entre mantas e lençóis amarrotados
por um grande amor foi gerado um menino
de um casal, dois pais mui babados
Mui grande se faria um dia o rapazinho
Nessa noite se deitaram os três aconchegados
Por toda a parte se ouvia um murmurinho
Enormes feitos se aguardavam do petiz
um prodígio da ponta dos pés à ponta do nariz

Em pequeno revelava mui grande habilidade
Aos confins do mundo a palavra chegou
Era artista único no seio de sua trindade
Todo o futuro da história ele preconizou
Desde o norte do Douro ao sul do Arade
Em escrita de histórias o rapaz triunfou
Em seu redor o povo exclamava gritando
"Ó rapaz escritor! Essa escrita? Vai andando?"

Mas de escrituras não quis ele saber mais
De papel, tinta e penas estava farto
O homem feito, que às tantas disse aos pais
"Não quer escrever, quer outra arte,
Quer praticar desporto, este que amais"
De terras lusas partiu para outra parte
Para um atleta então se tornar
E de nau partiu o jovem pr'além mar

Muitos anos se passaram sem notícias
Eis que chega o homem retornado
Regressa diferente, cheio de malícias
Parecera que ao longe, mal amado
Por mil e uma ou mais patrícias
Na bagagem mil feitos havia alcançado
E voltara a revelar o seu paradeiro
Para verem o que aprendeu no estrangeiro

Mais de mil versos intemporais depois
Foi ele aprender outro engenho
Nas setas não eram precisos dois
Mas era necessário muito empenho
E nem mesmo a inveja de certos bois
E sem ligar porra ao desdenho
Chegou assim, no seio dos atletas,
Um jogador federado de setas

Tamanha agilidade não havia igual
E pontaria, do melhor que havia
Era craque da seta da era actual
Mas como muitos não tinha a mania
Tinha dotes e alma de imortal
E nesse ano algo novo apareceu
Um grande e novo torneio aconteceu

Torneio Luso-Mundial de Seta Voante
Ao qual muitos digníssimos se associaram
Entre eles o nosso herói participante
E começou quando os juízes apitaram
Ao som de uma tromba de elefante
O torneio que p'lo mundo falaram
Da imponente invicta ao longínquo Oriente
Por entre terras, da fria até à quente

Mas do desastre não estava safo
O ex-escritor, agora desportista
Por entre bebida e o seu bafo
O nosso bom herói vaza uma vista
A desgraça, aqui eu desabafo
Foi a maior tristeza do artista
Ao jogar a seta para o centro da cereja
Faz ricochete na caneca de cerveja

Mas nem mesmo isso o impediu
De triunfar naquela competição
Que vá p'rá puta que o pariu
Quem não acredita no campeão
E foi até ao fim, foi de fio a pavio
Foi até vencer o desejado medalhão
Foi o nosso maior dos mandriões
Foi Luis Vaz de Camões


NOTA: Todo o conteúdo deste blog é baseado em factos reais sendo que se torna muito difícil distinguir a ficção da realidade.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Os 150 anos de Manuel Teixeira Gomes

A 27 de Maio de 2010 comemora-se o 150º aniversário do nascimento de Manuel Teixeira Gomes, o nosso 7º Presidente da República Portuguesa. Nós, do Tertúlia Cor-de-Burro-a-Fugir decidimos homenagear este escritor portimonense de gema e, depois de muita investigação, descobrimos factos desconhecidos do comum dos mortais sobre esta célebre figura histórica.

Nascido em berço de ouro em pleno séc. XIX, 1860, em Portimão, ou Vila Nova de Portimão, como era conhecida na altura, e filho de um bem sucedido produtor de figos secos, Mané providenciou para que esta pacata vila nunca mais fosse a mesma.
Rapaz hábil e viril, cedo evidenciou dotes para a literatura. Mané devorava livros. Literalmente!! ele tinha um enorme fascínio pelo paladar a papel rançoso dos livros, especialmente os de capa dura. Mas Manuel Teixeira Gomes não era só um apaixonado pela escrita, er atambém um apaixonado por mulheres. Um verdadeiro sedutor nato.
Por toda a Praia da Rocha não havia bifa que lhe escapasse, não havia estrangeira que não resistisse aos seus encantos naturais. No entanto, havia quem lhe fizesse concorrência: o seu nome era Tozé Mamadinha. Esse detinha metade da praia, da zona do Molho à Bola de Nívea, sendo que o Mané detinha a concessão do restante da praia, mesmo para além do Miradouro. Se poisava "peixe" naquele areal, era com certeza "pescada" por um deles! De referir que esta situação não agradava a nenhum dos dois. Qualquer um deles queria a total exclusividade da área de "pesca".
E foi num tórrido dia de Agosto, que uma bela, alta, espadaúda, boa todos dias, sueca, se instalou no areal da Praia da Rocha, em Vila Nova de Portimão, mesmo em cima do meridiano que dividia as duas concessões. Ao se depararem com tal estonteante visão, os sedutores apressaram-se para reclamar a lindissima mulher. Talvez a coisa tivesse corrido melhor se a beldade nórdica tivesse uma amiga, mas não tinha, e então Tozé desafiou Mané para um duelo à moda dos sedutores de praia. Mané prontamente aceitou o desafio e corre para casa dos pais, dirige-se à garagem e, por entre o entulho de livros e cestas de vinha carregadas de figos secos lá existente, tira a sua arma de eleição: A sua bicicleta!
O encontro seria no dia seguinte ao Meio-dia, no início da Ponte Velha que, na altura, era Nova.
Mané, confiante e cheio de energia, chega mais cedo, e já a zona estava repleta de espectadores vindos de vários pontos do país, ansiosos por tão aclamado duelo. Atrasado 10 minutos chega Tozé com a sua pedaleira de competição. Os dois arqui-rivais trocam galhardetes (dos verdadeiros já que Mané era benfiquista ferrenho e Tozé era sportiguista lagartão), e montam-se nas suas "burras": Partida! Largada!! Fugida!!!!!!! E lá vão eles!! A despique pela Ponte fora, em direcção ao desconhecido! Enquanto não desapareciam aos olhares dos milhares de curiosos presentes para o despique, o seu desempenho parecia muito renhido.
E assim desaparecem no horizonte, deixando uma nuvem de ânsia e curiosidade por entre os mirones.
Passam 3 meses, e eis que chega o vencedor: Tozé! Na meta, meia-dúzia de resistentes sub-nutridos, esfomeados e desidratados esperavam impacientemente por este momento. Eles queria era sair dali para fora, independentemente do vencedor.
Quanto a Menuel Teixeira Gomes, esse, nunca mais foi visto. Descobrimos mais tarde, que se tinha instalado em Lisboa onde começou a escrever para o "Folha Nova", "Folha de Hoje", e "Primeiro de Janeiro". Assim se estreou na arte que o celebrizou. Mais tarde foi ensinar inglês de praia ao ex-Rei D. Manuel II, exilado na Inglaterra, e regressou a Portugal em 1923 para ser Presidente da República, até 1925, quando renuncia ao cargo por divergências com o Governo de Domingos Leite Pereira. Na verdade Manuel Teixeira Gomes venceu o Primeiro-Ministro ao Gamão, o que o deixou fulo com o portimonense.
A 17 de Dezembro de 1925 embarca para a Nigéria onde, mesmo remotamente, se associa a dois amigos, Artur Alma Arrã e Amélia Ró das Urtigas que, num momento de pura inspiração, criam uma parceria inclinada para a literatura artística. A Tertúlia Cor-de-Burro-a-Fugir!! A origem deste nome, Tertúlia é um acrónimo (palavra formada pelas letras ou sílabas iniciais de palavras sucessivas de uma locução, ou pela maioria destas partes - viva a wikipédia) dos nomes dos Tertúlianos originais: - TE (Teixeira); RTU (Artur); e LIA (Amélia). Já Cor-de-Burro-a-Fugir deriva do facto de muitas pessoas proferirem as seguintes palavras sobre Manuel Teixeira Gomes, quando montado na sua burra (bicicleta): - "Nem se lhe vê a cor!!" - de tão veloz que era. Assim surge esta vossa Tertúlia Cor-de-Burro-a-Fugir, que nós levamos até às vossas casa, locais de trabalho, praças, jardins e repartições públicas.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Pinhal de Leiria

No início do século XIII, Portugal era um país jovem, com baixa auto-estima, ataques de acne constantes, voz esganiçada, mas com uma enorme e irresponsável coragem e imaginação.
O Clero, força maior durante séculos, andava em guerra com os Reis portugueses desde nosso senhor D. Afonso Henriques, o pai nosso de todos os dias, tentando impor regras e obrigações de carácter absurdo ao nosso país. El Rei D. Afonso III, não fugiu à regra e, também esse, mesmo depois de conceder vários privilégios à Igreja, foi chateado, massacrado por bispos, arcebispos e até o Papa. No fim da sua vida, tinha 43 processos crime, levantados pelos clérigos contra sua pessoa. Entre essas queixas, destacamos a proibição da cobrança dos dízimos por parte da Igreja, a obrigação dos clérigos a trabalhar nas obras das muralhas das vilas, prisão e execução de clérigos sem autorização dos bispos e ainda, a nomeação de judeus para cargos de grande importância. A agravar ainda mais as coisas, este rei favoreceu monetariamente ordens religiosas mendicantes, como franciscanos e dominicanos. O grande conflito com o Clero também se deve ao facto do rei ter legislado no sentido de equilibrar o poder municipal em prejuízo do poder do Clero e da Nobreza.

O Rei era assim, um Rei do Povo, e era muito querido pelos portugueses por decisões como por exemplo a da abolição da anúduva (imposto do trabalho braçal gratuito, que obrigava as gentes a trabalhar na construção e reparação de castelos e palácios, muros, fossos e outras obras militares). Mas a decisão real que gerou mais discórdia foi a de distribuir transporte de Vai-Vem gratuitos pela cidade de Leiria, lar do Rei, e local das primeiras Cortes do reino de Portugal, levadas a cabo por Afonso III. O transporte era feito por burros, animal que a Igreja desejava manter ou a transportar suas excelências cristãs, ou a servir de transporte de cargas.
Contra o Clero e a Nobreza, D. Afonso III, manteve os Vai-Vem gratuitos para o Povo, essa classe social mais desfavorecida. Para diferenciar os burros Vai-Vem dos restantes burros pertencentes ao Clero, o Rei mandou tosquiar os bicharocos já no início da época quente, de modo a protegê-los das baixas temperaturas.
Não satisfeitos com a medida, grupos de fanáticos religiosos, organizaram, à socapa, uma operação de aniquilação dos burros tosquiados, mas El Rei era de uma genialidade sem igual, e já se tinha adiantado. Meses antes já tinha mandado plantar um enorme pinhal, o Pinhal de Leiria. Essa mata veio a servir de refúgio para os burros tosquiados, com o propósito de protegê-los dos assassinos de burros, sedentos de vingança pelo ignorar das regras por parte de Afonso III.
O seu filho, D. Dinis, depois de ser coroado Rei, continuou o trabalho do seu pai, e aumentou substancialmente esse mesmo pinhal. Os burros esses, passaram a servir todas as classes até há bem pouco tempo. Hoje, esse nobre e trabalhador animal, encontra-se protegido por estar à beira da extinção.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

P.I.D.E. - Pedido Inadiável da Declaração do Encarnado

A P.I.D.E., pensávamos nós, era uma força policial de segurança (Polícia Internacional e de Defesa do Estado). Eram uns gajos maus como tudo, que se juntaram entre 1945 e 1969, e que supostamente, agiam na contenção da oposição ao Estado, nomeadamente da Ditadura vivida na altura. Nada mais errado. Toda esta informação era uma fachada para as verdadeiras funções deste bando de rufias.
Está certo que a PIDE gozou, maltratou, mutilou, estropiou, violou, matou, etc., etc., etc., mas tudo em nome de um bem maior.
Corria exactamente o ano de 1945, quando o Sport Lisboa e Benfica atancha 7 golos ao Sporting Clube de Portugal, num jogo para o Campeonato português. Avizinhava-se a vitória dos encarnados nesta competição.
António de Oliveira Salazar era, sem supresas para ninguém, um benfiquista ferrenho. Desde o início do seu mandato em 1932, como Primeiro-Ministro português, Salazar apenas viu o seu clube do coração vencer o Campeonato Nacional por 5 vezes, o que era, no seu entender, uma afronta ao Governo, sendo por isso, necessário tomar providências urgentes. Assim, no início do ano de 1945, surgiu o rumor de uma força policial encarregada de criar juízo nas mentes dos portugueses e, quem ousasse desafiar esta medida, sofria consequências graves.
A P.I.D.E. tinha como principal objectivo converter adeptos de outros clubes à onda benfiquista criada por Salazar, esse grande maluco. No processo, alguns políticos foram chacinados e violados. O que não se sabe é que estas vítimas da P.I.D.E. ou eram adeptos do Sporting CP, ou eram adeptos do FC Porto, ou eram adeptos do FC Belenenses, ou eram só muito feios!
A P.I.D.E. foi extinta em 1969 por ordem superior do Papa Paulo VI que, sendo italiano, nutria de um ódio sem igual pelas equipas de futebol portuguesas, especialmente o Benfica que na altura estava em alta, tanto nas competições nacionais, como nas internacionais.

PS: Quero dar os parabéns ao Portimonense pela subida à Liga Sagres. Há 10 anos que não víamos o clube algarvio na 1ª Liga.
Obviamente que queremos também dar os parabéns ao Benfica pela conquista do 32º Campeonato de futebol. E sem a ajuda da P.I.D.E.

NOTA: Todo o conteúdo deste blog é baseado em factos reais sendo que se torna muito difícil distinguir a ficção da realidade.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Revolta das Amélias

No virar do século XIX para o século XX, estava Portugal mergulhado numa Monarquia com os dias contados. Pode-se pensar que isto se devia ao facto de em 1876 ter surgido uma seita que se intitulava de Partido Republicano, mas não! Estes senhores sedentos de poder e insatisfeitos com a governação do país por parte do Rei D. Manuel II, 36º Rei de Portugal, nada tiveram a ver com o que se seguiria. As verdadeiras razões seriam outras.
De facto, já desde o século XVII que os homens haviam começado a usar como indumentária adereços como collants, folhos, perucas e maquilhagem, mas nada comparado com o que estava a surgir. Mesmo dentro da Casa Real se começava a notar vestígios desta nova classe, que na altura até nem tinha classificação.
O Palácio das Necessidades, lar oficial do Rei D. Manuel II, último Rei de Portugal, tinha um cozinheiro de nome Fabrício, um mordomo de nome Marcelo, um jardineiro que se chamava Juan, e um limpa-chaminés a quem chamavam de Cindy.
Estes quatro da vida airada pertenciam, quase que secretamente, a esta nova classe sem nome. O desagrado pelas fardas de trabalho levou-os a tomar uma atitude: a revolta contra a entidade patronal, que era nada mais, nada menos que o Rei de Portugal e dos Algarves.
Reivindicavam eles que bata e chapéus brancos, fato e gravata, fato-macaco e botas, e arnês e espanador, eram desvirtuantes para a verdadeira essência do seu ser. Para eles, confortável, confortável era lycra bem colada ao corpo em forma de maiô.
Porquê? Porque eram praticantes de ginástica rítmica. Isso, o Rei até permitia. Mas usar maiô no exercício das funções já era esticar a corda em demasia.
E assim foi! Os quarto revoltaram-se, tomaram o Palácio e expulsaram o Rei que se exilou nos arredores de Londres, na Inglaterra.

Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugénio de Saxe-Coburgo-Bragança e Orleães, nome completo de D. Manuel II, e como se já não bastasse ter este nome, e do trauma de quando a mãe o chamava para o pequeno-almoço, quando acabava de dizer o nome dele já era de noite, ficou de tal forma traumatizado com estes acontecimentos que teimou em aprender inglês à força, pedindo ajuda ao seu grande amigo, Manuel Teixeira Gomes, para lhe ensinar a língua, mesmo que fosse a versão de praia. Aprendeu e tornou-se cantor pimba, celebrizando temas como: “Wake me up before you Go-Go”, “Candle in the Wind”, "Livin' La Vida Loca", e "Monsieur José".

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O Desejado das Virgens


Latibó e/ou Gambuzino. Pelas suas semelhanças físicas, nunca foi possível distinguir um do outro, o que torna a sua caça ainda mais dificil

Um dos reis de Portugal que mais cedo foi coroado foi D. Sebastião, que em 1557, com apenas 3 anos já mandava nesta merda toda. Claro está que com esta idade não tinha capacidades para governar o país, deixando essa dura tarefa para a sua avó, D. Catarina de Áustria.
Enquanto criança, Sebastião era muito brincalhão, mas ingénuo, muito corajoso, mas imprudente. Prova disso é que o seu primo, Infante D. Carlos de Espanha, filho de sua tia D. Maria Manuela e Filipe II de Espanha, o levava a participar nas mais obscuras, maquiavélicas e improváveis actividades. O seu primo Carlos era o que na altura se chamava de maluquinho, devido à sua instabilidade mental.



O Infante de Espanha foi o resultado de uma união com um elevado grau de consanguinidade, fruto de um casamento entre familiares, coisa que era comum daquele lado da família, para unificar a Península Ibérica.
De facto, este pirralho lunático arrastou o nosso Sebastião para certas actividades lúdicas como: assar lebres vivas, chicotear e torturar vacas, cegar cavalos e caçar gambuzinos.
E foi a caça ao gambuzino que levou Portugal para a desgraça que se seguiria.
Desde gaiato, aquando da sua primeira caça ao gambuzino com o seu primo, que Sebastião nunca esqueceu aquele mítico animal, que se dizia rasteirinho, peludinho, queridinho…
Até à idade adulta, El-Rei D. Sebastião nunca conseguiu apanhar nenhum gambuzino, embora se saiba que esteve bastante perto de caçar um, na noite de 12 de Novembro de 1567 quando, acompanhado mais uma vez de seu primo, se aventurou pela serra de Sintra com um pau e uma saca de serrapilheira à procura do tão cobiçado bicharoco.
Em 1578, com apenas 24 anos, desembarcou em Marrocos, em busca do seu Santo Graal, o gambuzino, e dirigiu-se imediatamente para o interior, para a mata. O seu último paradeiro conhecido foi Alcácer-Quibir, e contam os seus companheiros de caça forçados, que a última vez que lhe puseram a vista em cima, foi quando ele desapareceu pela selva adentro a vocalizar o grito do gambuzino.
Importante referir que D. Sebastião desde então nunca mais foi visto, e reza a lenda popular que ele ainda vive, e que se ouve a sua rouca voz em dias de nevoeiro intenso a chamar pelo seu peludo animal: “Ahhh gambuzino, gambuzino, gambuzino!!…

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Revolução dos Cravos

Em vésperas de feriado nacional, nós, do Tertúlia, resolvemos falar também sobre História de Portugal, feito inédito neste vosso blog, mas primeiro: "Bom feriado 25 de Abril!! ainda bem que calha a um domingo, senão a malta tinha de faltar ao trabalho, o que era uma grande chatice!"
Faz parte do conhecimento geral, ou pelo menos devia, já que quando éramos gaiatos tínhamos as actividades do 25 de Abril, como a gincana, as corridas de velocidade, corridas de sacos, etc., que nesta data, em 1974, se deu uma revolução que alterou o rumo de Portugal para sempre. A Revolução dos Cravos! Muitos de vós ainda não tinha nascido, pelo que é normal que não se lembrem.
A verdadeira causa para esta revolução do povo português, foi omitida por motivos sócio-económico-estéticos, e nunca chegou perto do público em geral, tendo sido divulgada a ideia que havia sido um golpe de estado militar, com o objectivo de derrubar o Governo e acabar com o regime de Ditadura vivido na altura, e desde 1933.
Foi passada a informação que a ideia partiu de alguns capitães descontentes com a política ditatorial do governo liderado por Marcelo Caetano, e herdado por António Salazar.

Corria o mês de Janeiro de 1974, quando um surto de Peste Amarela vinda do oriente afectou os pombos portugueses, originando graves problemas intestinais e renais nestas aves. os pombos-correio foram os mais afectados, ao contrário dos desempregados que ficaram de quarentena nas suas gaiolas e recuperaram mais depressa. Os pombos-correio tinham necessidade de trabalhar e, mesmo de diarreia, lá iam eles. Até aqui, pronto!!! Coitadinhos dos bichos! Tudo bem! Mas por outro lado, a indústria florista, mais concretamente os produtores de cravos, que florescia na altura, não partilhava da mesma opinião.
Uma nova técnica de fertilização oriunda de Macau, quando aplicada aos cravos, tornava-os maiores, mais vistosos, mais brilhantes, mais bonitos, e os produtores estavam felizes com isso e com o facto de terem os bolsos a encher. E, de um momento para o outro, vieram os pombos estragar o que estava perfeito. Grandes cagadas de pombo destruiriam hectares inteiros de cravos, o que era chato.

Os produtores de cravos, insatisfeitos com a situação, engendraram um plano maquiavélico para acabar com esta raça de aves e insurgiram-se contra os columbófilos, originando-se a revolução que mudou o rumo de Portugal para sempre, a Revolução dos Cravos.
Depois de tudo planeado, na noite de 24 de Abril de 1974, os auto-intitulados Floristas de Abril, piratearam a sintonia das estações de rádio, e introduziram uma onda radiofónica ilegal nas emissões, originando o total desnorteamento do pombos-correio, influênciando negativamente as suas entregas, e dando o mote aos restantes floristas para iniciarem o motim. Motim esse, que se deu já no dia 25 de Abril de 1974. Na sequencia destes acontecimentos, o governo caiu, já que Marcelo Caetano, primeiro-ministro, era um criador de pombos-correio e principal responsável pela importação de Sushi contaminado com a Peste Amarela.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Made in China

Portugal já foi um país pacífico e justo para os comerciantes, mas isso foi até ao século XVI.
Tudo começou em 1513 com Jorge Álvares, durante a Era dos Descobrimentos, iniciada pelo Infante D. Henrique, quando ergue o Padrão dos Descobrimentos, no sudoeste da China, em Tamau. Após o primeiro contacto, vários foram os comerciantes que se estabeleceram ilegalmente na terra do sol nascente, deixando o Imperador furibundo, originando «O Grande Massacre de Liam Pó», em 1545, quando os seus perto de 3 mil habitantes foram aniquilados por 60 mil chineses ninjas, em menos de 5 horas.
Só em 1550, quando El Rey D. João III reinicia contactos com a cidade chinesa de Macau, fazendo chegar até ao oriente, várias embarcações com o intuito de estabelecer parcerias comerciais que viriam a ser extremamente benéficas para Portugal, é que começa o martírio. Assim começou uma parceria que dura até aos dias de hoje. De facto vemos, e cada vez mais, parceiros chineses a "invadir" o nosso país com os seus bastante requisitados produtos de baixa qualidade, baixo preço e fruto de exploração infantil, segundo dizem as más línguas.

Mais tarde nesse mesmo ano de 1550, D. João III adoece com a Febre Amarela, também ela fruto da parceria comercial com Macau. Durante vários anos, os portugueses foram tentando impor-se naquela terra de gente esquisita, de olhos em bico e autênticas máquinas de enfardar arroz. Então, em 1557, as autoridades locais de ninjas, permitem a presença ocidental, nomeadamente portuguesa, em Macau, mediante um imposto anual, concedendo um certo grau de auto-governação aos portugueses, que durou até 1999.
Em 1570, os portugueses decidem expandir o império e compram um porto japonês, onde fundaram a cidade de Nagasaki, criando assim o primeiro Centro Comercial da história do mundo. Por consequência, temos lojas de chineses maiores que campos de futebol, a China Town, o arroz, o Chop Suey, os pauzinhos chineses, o Kung Fu, o Karaté, os jogos de vídeo, a Toyota, Honda e Mitsubishi, entre outras coisas perfeitamente evitáveis não fosse a ganância do português!!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Tuning medieval

O tuning, tal qual como o conhecemos hoje em dia, é comummente associado a algum tipo de alteração realizada num qualquer veículo, com o objectivo de o melhorar, embelezar.
Pois!! A definição, tem-se mantido. O propósito do tuning tem sido o mesmo há largas centenas de anos.

Os primeiros registos de tuning datam do século XII, e precisamente em Portugal.
De facto, a partir do século XIII, com o aparecimento das Naus, embarcações de grande porte, o Homem se viu na necessidade de artilhar os seus veículos. Sendo que as primeiras Naus serviam apenas e tão só para transporte de mercadorias, toda a sua rude estrutura servia para esse fim, mas quando o português se viu perante a necessidade de usá-la para outros fins, nomeadamente para fins de cariz militar, as rudes Naus passaram a esbeltas, resistentes e possantes veículos tuning.
Até meados de século XV, o português aplicou várias técnicas de tuning às Naus, como velas de competição, proa afunilada mais aerodinâmica, popa rebaixada, Bocas-de-Fogo cromadas, e casco duplamente encerado. Mas a necessidade faz parte da natureza humana e a ambição trouxe até nós as Caravelas, navios portadores de nova tecnologia e enovações a nível de design.
As Caravelas eram de madeira de Carvalho encerado, mais resistente e brilhante, possuiam velas duas vezes maiores que as Naus, mas também estas de competição. Eram mais rápidas e de uma mais fácil manobragem, e estavam equipadas com a capacidade de bolina (navegação contra-vento), tudo tecnologia de ponta! Foi também adicionada a possibilidade de locomoção a remos, para quando o mar estivesse flat, tudo criado por designeres mundialmente conceituados e formados em Coimbra, na Universidade das universidades, de onde saiam os melhores técnicos Tuning na altura.
A Caravela fez um enorme sucesso durante os séculos XV e XVI, participando em inúmeras exposições e concentrações Tuning, arrecadando prémio como nenhum outro veículo alterado a nível de potência, resistência e beleza.
No século XVII a Caravela veio a ser destronada do topo das embarcações tuning, sendo substiutída pelo Galeões, embarcações de mais alto porte, equipados com quatro mastros de competição, armas de guerra mais recentes, potentes, tudo à base do cromado. À imagem do Galeão português e espanhol, apareceu o Corsário, dos piratas, basicamente a mesma coisa, mas estéticamente mais atraente, já que o Galeão seguia regras limitadoras e o Corsário, pelo contrário, não seguia absolutamente porra de regras nenhumas.

terça-feira, 30 de março de 2010

O Pirralho

Hoje em dia muito se fala em bullying, sendo que é desconhecida a verdadeira origem do termo. Era!
O termo bullying tem origem no século XII, mais precisamente no ano de 1124.
Afonso I nasceu em 1109, em Guimarães, mas isso não é relevante. O importante é o que vem a seguir. Sua mãe, Teresa de Leão, havia sido bafejada pelo milagre da gravidez por Henrique de Borgonha, Conde de Portucale e, chegada a hora de outro milagre, o do nascimento de tão esparado rebento, manda chamar as aias e parteira. O dito parto não correu da melhor maneira. O puto parecia não querer vir ao mundo mas, depois de muito esforço, lá nasceu. E assim começou a saga da família Henrique. Mal deu a primeira inspiração de oxigénio, esperneou de tal modo que espancou a pobre parteira, tanto que, a mulher mudou o rumo da sua carreira, dedicando-se à lavagem de estábulos e cavalariças.

Os anos passaram, e os pais de Afonso I começaram a ficar preocupados com o filho. O puto era reguila e batia em tudo e todos. Em 10 anos espancou 579 cozinheiros, 865 ajudantes de cozinha, 232 jardineiros, 1976 aios, 612 governantas e 7 bobos (sim, ele gostava de bobos). Nos primórdios da sua até então curta existência, fez três visitas de estudo ao sul da Península Ibérica, com o intuito de observar os indígenas locais, os Mouros, mas cedo os seus professores se aperceberam que o melhor era deixá-lo em casa, já que o gajo achava piada espancar muçulmanos até à morte.
15 anos volvidos, e sem conseguirem domar a criança, decidem extraditá-lo para a Universidade de Oxford, na cidade de mesmo nome, na Inglaterra. (Sim, é verdade! A Universidade de Oxford é velha como o cagar!!) E foi lá que Afonsinho, o Mata-Mouros, o Reguila, o Traquina, o Pirralho conheceu alguns dos seus amigos que o acompanharam até à saída da escola.

Chegado a Oxford - ou como ele tão prepotentemente dizia: "Ó que se fode!!" - deu de caras com outros dois saguins impossíveis de aturar, Balduíno IV, futuro Conde de Hainaut, e Lourenço Viegas, futuro militar português, e tornaram-se melhores amigos. Conheceu também Matilde de Inglaterra, Adeliza de Louvain, Inês de Áustria, futura duquesa da Polónia, tudo futuras namoradas, entre outros, mas já lá vamos.
Nos primeiros dias os professores ainda tentaram domar as feras, mas cedo se aperceberam que não havia solução para aquelas bestas. Se um era mau, dois era o inferno para todos os frequentadores daquela universidade. Eles aterrorizavam os restantes colegas. Cortavam os cabelos com uma tesoura ferrugenta ao Afonso Raimundes, futuro Rei da Galiza; enfiavam sacos de merda de cavalo pela cabeça do também espanhol Abraham ibn Daud, futuro filósofo; gozavam e acusavam de praticar o acto da paneleirisse, especialmente a Garcia Ramirez, futuro Rei de Pamplona, e Teodorico da Alsácia, futuro Conde Fladres; tatuavam com ferros em brasa, cornos no corpo de Celestine III, futuro Papa, enfim, faziam trinta por uma linha..

Eram tão maus que todos lhes começaram a chamar de touros, em inglês: Bulls; e daí nasceu o Bullying - acto de malvadez perpectuado por três pirralhos, como que possuídos pelo diabo.
Expulsos de Oxford, regressam aos seus lares para concretizarem os seus destinos. Afonso I, só se tornou no 1º Rei de Portugal, D. Afonso Henriques., depois de espancar a mãe e mais alguns espanhois, tendo sido feliz por ter a oportunidade de continuar a chacinar Mouros, claro está, com a ajuda do seu grande amigo, Lourenço Viegas.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Os L.U.S.I.T.A.N.O.S.

Viriato poderá ter sido o primeiro verdadeiro português na sua real ascensão da palavra: baixo, atarracado, e mau como as cobras!
Mas para perceber melhor as intenções deste guerreiro Lusitano, sugiro uma viagem no tempo.

Alguns milénios antes da era de Cristo (a.C.), o que hoje conhecemos como Península Ibérica, assim como grande parte da Europa, era ocupada por um povo conhecido como Iberos. A sua origem em muito depende das teorias sobre o início da espécie humana tal como a conhecemos. Há quem defenda que é um povo originário da Europa Ocidental, outros que provêm do Norte de África. Uma coisa é certa: Os gajos gostavam de malhar nos cornos do Romanos, povo esse, com a mania das grandezas.
Milénios mais tarde (Ano 1000 a.C.), apareceram uns tipos do Norte da Europa,os Celtas, sarrafeiros como tudo, e também esses gostavam de arrear em Romanos abichanados. Na Europa Central, estes Celtas aperceberam-se das intenções dos Iberos e, ao invés de os tentarem conquistar, aliaram-se a eles, criando os Celtiberos. Já na Península Ibérica, eles eram os Celtas Ibéricos, uma questão de marketing, já que "Ibéricos Celtas" não causava os mesmos arrepios no lombo dos Romanos, homens que se banhavam todos juntos.
Por toda a Península Ibérica, encontravam-se várias tribos de Celtas e Iberos, entre as quais, os: Galaicos, no norte; os L.U.S.I.T.A.N.O.S., no centro; os Celtici, no Alentejo; e os Cónios, no Algarve.
Quanto aos L.U.S.I.T.A.N.O.S., ninguém sabia da sua existência até esta ter sido desvendada num programa das Tardes de Uma Senhora Qualquer, num qualquer canal televisivo generalista português, há muitos séculos atrás. Os L.U.S.I.T.A.N.O.S. eram uma Organização Governamental Secreta, criada pelos Celtas, para pôr ordem no mundo, coisa que, até Viriato, estava a resultar na perfeição.

Assim, mais ou menos entre 147 e 140 A.C., mais anos menos ano, esse bravo povo, digo, Organização Governamental Secreta, os L.U.S.I.T.A.N.O.S. (que na realidade era uma sigla para Lutadores Unificados Simplesmente Invencíveis, Torneados, Audazes, Necrófagos Ostentando Sudorese), adeptos fervorosos do "Ig", guerreavam contra os Romanos, panisgas decididos a dominar o mundo, conseguindo até, mantê-los afastados desta bela península.
Várias foram as tentativas por parte dos Romanos, povo de florzinhas, para tomar de vencidos o L.U.S.I.T.A.N.O.S. Numa primeiro vaga de ataques, Caio Vetílio, florzinha-mor, exige a rendição de Viriato, sendo que este nem tampouco o permitiu, como lhe partiu a cabeça com um paralelo de calçada, reclamando vitória aos L.U.S.I.T.A.N.O.S. Muitos mais "cairam" perante a imponência de Viriato: Caio Pláucio, Caio Nígidio, Fábio Máximo...
Os Romanos, povo amigo da vinhaça bebida a três, vinham, levavam no lombo, fugiam a pedir perdão, e voltavam, borrados de cagufa, empurrados essencialmente pelos Patrícios, que para além do nome abichanado, eram os proprietários de terras, rebanhos e escravos, eram quem  desfrutava dos direitos políticos e desempenhavam altas funções públicas no exército, na religião, na justiça e na administração de Roma.

Em 140 A.C., Roma envia duas bichas do mais bicha que se podia ver na altura, Servílio Cipião e Popílio Lenas, duas verdadeiras cabras montesas que mordiscavam quem aparecesse a roçar aroma a cavalo nas suas ventas. Estas duas namoradas estavam a ter a vida dificultada pelos L.U.S.I.T.A.N.O.S. em geral, e por Viriato em particular, pelo que recorreram à sua homossexualidade natural para levá-los de vencidos. A 14 de Agosto de 140 A.C., capturam o primo-irmão de Viriato, Gisela, bicha lusitana assumida, mas discriminada por usar malas Versage em vez de sacos de pele de Mamute (imitações de pele de Mamute, quis eu dizer!). Então, Gisela, seduzido pelos dois panisgas romanos, aceita assassinar seu primo, Viriato. E é o que acontece!! ...ou não!!!
A C.I.A., outra Organização Governamental Secreta (secreta na altura), usando tecnologia alienígena, cria objectos de vigilância secretos, e capta parte da conversa dos três apanisgados. (Quer dizer, captar, captar.. capta toda! Mas só divulga a parte importante, porque gemidos e "come-me por trás" não interessavam para o resgate do guerreiro lusitano).
Assim, Gisela é executada em segredo, colocada na tenda de Viriato, que viria a ser posta em chamas, para apagar quaisquer vestígios da falcatrua, e Viriato e sua família, contra a sua vontade, são colocados no Programa de Protecção a Testemunhas, e recambiados para Portadown, pequena aldeia irlandesa, onde muda de nome para Saint Patrick e se torna Vendedor de Seguros para a Mapfre.
Assim vimos, mais um verdadeiro lusitano, traído por seus congéneres, ir espalhar potencial, conhecimentos e desenrascanso, para o estrangeiro.

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Formosura do Fernandinho

Português que é português é conhecido no mundo por muita coisa, mas não pela formosura. No entanto, reza a mítica história do nosso pequeno país, que entre os nossos antepassados existiu um Rei a quem chamavam «O Formoso». Era o Fernando!
Nascido no ano de 1315, ficara logo órfão de mãe, que morreu no parto, mas apesar disso, Fernando cresceu sem problemas de maior. Nunca teve acne, e na escola era conhecido por ser "bom como o milho", expressão ainda corrente nos nossos dias para designar alguém cuja beleza é facilmente perceptível. Desde cedo tornara-se num adepto incondicional do jogo do "Bate o Pé", praticando-o primeiro com as aias lá de casa, e mais tarde com as colegas da escola. Em adolescente, todos os meios de comunicação social da altura eram unânimes em considerarem Fernando como o novo Adónis da Idade Média. Com a finalidade de perpetuar a já aclamada beleza, Fernando (Nadinho para os amigos), tornou-se um dos pioneiros do Culturismo, treinando quatro vezes por semana, no ginásio mais perto de casa, e diz-se que foi o primeiro homem em Portugal a fazer a depilação completa ao corpo, numa atitude que actualmente chamamos de Metrossexualismo!
Aos 21 anos é aclamado Rei de Portugal, e é também nesta mesma altura que ganha o 27º Concurso de Beleza «Mister Portugal e Algarves». Com todos estes atributos, choviam literalmente mulheres aos pés de Nandinho... tanto que as que morriam de amores por ele eram tantas, que tinham de ser sepultadas em valas comuns.
Fernando, Rei e Mister, abraçava uma vida de imoralidade e escândalos sexuais, esquecendo-se completamente que tinha de governar um país, e houve até quem o tivesse ouvido a proferir estas palavras: "Estou-me cagando para governar Portugal!" - mas veio-se a confirmar posteriormente que ele apenas o disse por estar sob os efeitos de álcool e estupefacientes, e também por se encontrar no meio de uma orgia.
Entrando já na sua meia idade, Fernando apaixona-se loucamente pela perigosa e perversa Leonor Teles, senhora já casada mas que se divorciou, a fim de casar com ele. Dizem as más línguas que eles deram um contributo importantíssimo na elaboração do Kama Sutra.
Posto isto, pouco mais se pode acrescentar sobre este monarca boémio que quase levou Portugal à falência, facto este que, como se pode constatar, já estamos habituados desde há muito muito tempo...

por: Mafaldinha

segunda-feira, 8 de março de 2010

Cabo dos Trabalhos

Diz-se, conta-se que Bartolomeu Dias era navegador e tal. É mentira! Bartolomeu Dias, nascido em Mirandela, em 1450, não só não era navegador, como não sabia nadar.
Desde muito novo que Bartolomeu Dias (Bartolas para os amigos, Babá para a mãe e Adelaide para o pai), se mostrava interessado pela lida da casa, mais propriamente na decoração, demonstrando grande apetência para a tarefa. Cedo também se apercebeu que mais depressa seguiria as pisadas da mãe, que as do pai, até porque, sendo o pai navegador ausente, era com a mãe que ele seguia para todo o lado.

Assim, anos mais tarde, Bartolomeu, homem sensível, bem-parecido, quis fazer a diferença e não deixar que a sua passagem por esta Terra fosse em vão, e assim, quando a oportunidade surgiu, alistou-se. Alistou-se num curso de Técnicas de Marketing. Frequentou o curso e passou com distinção, o que fez com que El Rei D. João II lhe adjudicasse a criação de uma imagem de marca para uma recente descoberta a Sul de África.
Assim, Bartolas, em Agosto de 1487, integra uma armada em direcção ao sul de África, com a duríssima missão de requalificar toda aquela zona da costa africana. E assim foi, Adelaide e sua tripulação abandonam Portugal em direcção ao desconhecido. Divididos por duas caravelas iam 117 homens, duas mulheres, sete crianças e 23 ratazanas.

Ora, qualquer história que se preze tem em si contida, um caso amoroso, e já se sabe que a História de Portugal está repleta de casos amorosos. Mas para isso comprem um romance de Margarida Rebelo Pinto, que aqui não há nada dessas coisas!

Passado um ano, mais coisa, menos coisa, por fim, o trabalho estava concluído.
Genial a associação feita às grandes tempestades, e à dificuldade em ultrapassá-lo, que o nome foi Cabo das Tormentas, e a imagem um velho barbudo, feio, mau, o Adamastor.
Trabalho concluído, hora de regressar a Lisboa, a Portugal. Assim, em Dezembro de 1488, El Rei D. João II recebe a comitiva que tanto sangue e suor deixou lá para os lados de África, congratulando-os por um excelente trabalho.
Mas isto não foi o fim! O Cabo das Tormentas não se chamou assim durante muito tempo. Porquê? Eu explico: - Esperanza Rodriguez, castelhana, Técnica de Limpeza, 1.63 m de pura beleza. Esperanza tinha uma pele clara, mas não muito, tinha o cabelo escuro e comprido, mas não muito, tinha olhos grados e negros, como um par de mãos tisnadas de carvão, mas não muito, mãos áspera e unhas ratadas, mas não muito, maçãs rosadas e salientes, mas não muito, pernas esculturais e apetecíveis. Muito!! Era, indubitavelmente, uma mulher lindíssima, boa, embora a sua actividade profissional não a favorecesse, a não ser quando adoptava a posição de agachamento para lavar os tacos do Castelo Real.

Esperanza, pela enésima vez, limpava os aposentos de El Rei na sua já característica posição do agachamento: joelhos bem assentes no chão, escova na mão direita, mão esquerda bem apoiada no chão, e o importante pormenor da peida espetada. E foram aquelas formas arredondadas que mudaram todo o rumo da História Portuguesa. El Rei D. João II não resistiu ao chamamento da Natureza e, em dedicatória à sua futura ex-amante castelhana, renomeou o Cabo das Tormentas para o actual Cabo da Boa Esperança.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

"O Piedoso" conquista o Algarve! ... quase.

Depois de um século a arrear no lombo dos muçulmanos, eis que nasce o herói do Reino dos Algarves, D. Sancho II. Este pequeno grande homem, bisneto de outro pequeno grande homem, neto de um outro pequeno grande homem, filho de um pequeno grande homem, e pai de mais um pequeno grande homem, ganha um voucher de duas noites para uma estância de férias em Tavira, no Algarve, prémio esse recebido por intermédio de um seu pequeno grande amigo de infância, Vasco Mendes, que fazia biscates de construção, na altura para uma empresa de gelados.
O quarto rei de Portugal não precisou de duas noites para mostrar do que era feito! Apenas uma foi suficiente para arrear no lombo de uns quantos mouros e tomar de posse a estância de luxo. Aliás, não terá sido o próprio descendente de D. Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal, a arrear directamente nos árabes. Mas... Não obstante este facto, D. Sancho II era um verdadeiro homem de barba rija, macho!
Assim sendo, corria o ano de 1233, mais precisamente no dia 21 de Setembro, quando Sancho deu entrada no quarto 253 da vila geminada, para dois dias de merecido descanso longe da sua agitada vida de padeiro, em Coimbra. Desfez a sua mala, arrumou a sua trouxa, saiu. Fez um passeio de barco pelo Rio Gilão, visitou o famoso castelo, a Base Militar e bebeu o seu café na lindíssima Ilha de Tavira. Tudo corria bem.

Pouco passava das 19 horas quando foi servido o jantar. Sancho olhou para o prato e colocou uma expressão de estranheza na face. Chamou o empregado, a quem disse: "Oh garçon vestido de um modo estranho, que mixórdia é esta? Hã?", "É «Kafta 'Qrass bi Saalsit el Banadoura», pá", replicou o mouro. "Então onde está a tradicional Feijoada de Buzinas, ou a Sardinha Assada, ou mesmo a Cataplana de Marisco?, continuou o portuga. De repente, sem que nada o fizesse esperar: "Isso é comida de panisga!" -responde o mouro. E esta resposta foi a gota de água, e então o nosso quarto rei não foi de modas! Levantou-se exaltado, e foi aos cornos do árabe, aproveitou e malhou nos outros 5 empregados do restaurante, arreou no barman, foi às trombas do cozinheiro, ajudante de cozinha, copeira e mulher das limpezas. Dirigiu-se à recepção e foi à boca do recepcionista, mas não sem antes chamar o gerente, que também levou no focinho.
A seguir a deixar toda esta gente inconsciente, autoproclamou-se dono da estância, dirigiu-se à cozinha e fez uma deliciosa açorda para todos os seus novos clientes, que aplaudiram a atitude. Depois de também ele encher a mula, foi para os seus aposentos descansar.

Ao acordar no dia seguinte, tinha dois agentes da autoridade muçulmã à sua espera, a pedir-lhe satisfações pelo sucedido e, antes que pudessem dizer "Alá, grande Alá!", já tinham levado uns selos na boca. D. Sancho II achou que já era demais. Primeiro havia sido mal servido e mal tratado quando o que queria era descansar, depois foi incomodado por dois marmanjos! Não dava mais! Foi ao quarto, puxou da sua mala de guerra e equipou-se a rigor.
Calçou as suas botas Doc Martin, biqueira de aço extra reforçada, vestiu as suas collants pretas revestidas em malha de aço, colocou a sua armadura no torso e elmo na cabeça. Por fim, montou a sua espada de combate (a mesma que tinha arreado na sua tetravó), e completamente munido e equipado, dirigiu-se, qual Rambo, sem qualquer medo nem receio, às mais temidas forças militares da altura, a Ordem de Santiago. Estes sim, iam arrear forte e feio, sem dó nem piedade, nalgumas centenas de mouros armados em espertos que teimavam em permanecer em solo português. Bem... Poderia não ser português na altura, mas estava predestinado a sê-lo. E assim foi!...




NOTA: Todo o conteúdo deste blog é baseado em factos reais sendo que se torna muito difícil distinguir a ficção da realidade.