terça-feira, 16 de março de 2010

Tá mal! então...

Guido - Ontem fui beber um copo pró bar do costume. Sabes quem eu vi lá?
Alguidar - Não. Quem?
Guido - A Manuela!
Alguidar - Não!!!
Guido - Sim!
Alguidar - A sério?
Guido - Não, nunca mais vi essa personagem. Que é feito dela?
Alguidar - Tá na Áustria. Casou com um iraquiano que conheceu na Austrália, e foram viver para lá. Tem dois filhos.
Guido - Não me digas! A sério!
Alguidar - Não! Nunca mais soube nada dela.
Guido - Por falar em Manuela, sabes que o Alberto divorciou-se, virou gay e está com o Patrício?
Alguidar - Agora tás a gozar comigo!!
Guido - Não! A sério! Vi os dois de mãos dadas a comprar lingerie, na Rua das Lojas.
Alguidar - Não acredito!!
Guido - É melhor, mesmo! O Patrício ainda vive com os pais, e namora com a Adeleide. O Alberto tem um puto já com 7 anos e continua casado e feliz.
Alguidar - Pois. Eu sei. Saimos todos no fim-de-semana passado. Fomos prós copos.
Guido - Sim. Desculpa não ter ido, mas tive de ficar a trabalhar até tarde.
Alguidar - Tás desempregado, meu!!!
Guido - Pois tou. Também não disse o contrário. Fui ao cinema com a Albertina.
Alguidar - Xiiii.. Essa... Como ela está?
Guido - Como queres que saiba? Ela nunca apareceu. Vi o filme sozinho.
Alguidar - Ganda seca, meu. Foi bom o filme, ao menos?
Guido - Sim, até gostei. E olha, encontrei o casal maravilha. Lembras-te?
Alguidar - Então não me lembro??!!!?? Já no liceu o eram! A Ilda e o Hugo.
Guido - Não. A Suzel e o Tomé.
Alguidar - Claro. Pois. Esses. Sim, sim. Como eles estão?
Guido - Estão bem. Ela está à espera..
Alguidar - ... De um filho??? Outro??
Guido - Não! Que a chamem do Centro de Emprego para uma entrevista de trabalho. Tá desempregada.
Alguidar - Ganda cena. Tá mesmo mal, isto.
Guido - Pois tá!

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Formosura do Fernandinho

Português que é português é conhecido no mundo por muita coisa, mas não pela formosura. No entanto, reza a mítica história do nosso pequeno país, que entre os nossos antepassados existiu um Rei a quem chamavam «O Formoso». Era o Fernando!
Nascido no ano de 1315, ficara logo órfão de mãe, que morreu no parto, mas apesar disso, Fernando cresceu sem problemas de maior. Nunca teve acne, e na escola era conhecido por ser "bom como o milho", expressão ainda corrente nos nossos dias para designar alguém cuja beleza é facilmente perceptível. Desde cedo tornara-se num adepto incondicional do jogo do "Bate o Pé", praticando-o primeiro com as aias lá de casa, e mais tarde com as colegas da escola. Em adolescente, todos os meios de comunicação social da altura eram unânimes em considerarem Fernando como o novo Adónis da Idade Média. Com a finalidade de perpetuar a já aclamada beleza, Fernando (Nadinho para os amigos), tornou-se um dos pioneiros do Culturismo, treinando quatro vezes por semana, no ginásio mais perto de casa, e diz-se que foi o primeiro homem em Portugal a fazer a depilação completa ao corpo, numa atitude que actualmente chamamos de Metrossexualismo!
Aos 21 anos é aclamado Rei de Portugal, e é também nesta mesma altura que ganha o 27º Concurso de Beleza «Mister Portugal e Algarves». Com todos estes atributos, choviam literalmente mulheres aos pés de Nandinho... tanto que as que morriam de amores por ele eram tantas, que tinham de ser sepultadas em valas comuns.
Fernando, Rei e Mister, abraçava uma vida de imoralidade e escândalos sexuais, esquecendo-se completamente que tinha de governar um país, e houve até quem o tivesse ouvido a proferir estas palavras: "Estou-me cagando para governar Portugal!" - mas veio-se a confirmar posteriormente que ele apenas o disse por estar sob os efeitos de álcool e estupefacientes, e também por se encontrar no meio de uma orgia.
Entrando já na sua meia idade, Fernando apaixona-se loucamente pela perigosa e perversa Leonor Teles, senhora já casada mas que se divorciou, a fim de casar com ele. Dizem as más línguas que eles deram um contributo importantíssimo na elaboração do Kama Sutra.
Posto isto, pouco mais se pode acrescentar sobre este monarca boémio que quase levou Portugal à falência, facto este que, como se pode constatar, já estamos habituados desde há muito muito tempo...

por: Mafaldinha

quinta-feira, 11 de março de 2010

Xenofobia

«Xenofobia» é uma palavra que, ao contrário do que se possa pensar, tem as suas origens no final do séc, XX.
Há que interprete esta palavra como um medo do estranho, do desconhecido, mas nem sempre foi assim: - De facto, “xeno” significa desconhecido, estranho; e “fobia” significa medo. – Pura ilusão!
Corria o ano de 1995 quando uma lindíssima mulher guerreira cruza caminho com Hércules, o mítico herói, filho de Zeus, rei dos deuses gregos, soberano do Monte Olimpo e deus do céu e do trovão. Esta mulher guerreira parecia ter os seus muito próprios objectivos e tenta ludibriar Hércules, mas claro, sem grande sucesso. A ideia de uma mulher com um passado desconhecido e traumático, que se ia revelando justa e bondosa com o passar do tempo, agradou a Hollywood, e assim nasceu “Xena – A Princesa Guerreira”, uma série de grande sucesso por todo o mundo, nos anos 90.

O que na realidade aconteceu é que Xena caiu em graça e criou uma moda: Mulheres independentes, lutadoras, respondonas e más como as cobras. Ora isto não agradou aos homens, por muito modernos que se sentissem, e assim nasceu a “Xenafobia” – todo o medo, terror, pânico causado por mulheres influenciadas pela série televisiva “Xena – A Princesa Guerreira”.
Claro que isto não podia durar muito, e o orgulho masculino cedo prevaleceu e, sem que ninguém se pudesse opor, o termo mudou para “Xenofobia”, medo do desconhecido, que não deixa de ter relação com o anterior. Toda aquela onda de mulheres “guerreiras” era algo de desconhecido para nós, homens.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Hipótese

Esta palavra significa actualmente, uma provável teoria, mas ainda não demonstrada, uma suposição admissível, por assim dizer, e há quem a utilize também para oferecer, de entre algumas variáveis, uma escolha. Por exemplo: vou dar a hipótese dos caros leitores deste blog de não continuarem com a leitura do resto deste texto e, se não a aceitarem, têm de ir até ao fim. Ou não!
Hipótese é uma palavra composta por aglutinação, sendo que a sua origem é “Hipo” e “Tese”.
Uma tese (literalmente 'posição', do grego q?siV) é uma proposição intelectual. Hoje é principalmente o trabalho académico que apresenta o resultado de investigação complexa e aprofundada sobre tema mais ou menos amplo, com abordagem teórica definida, enquanto que em relação à origem de hipo, existem várias teorias, sendo que a mais previsível é uma subtração da palavra hipopótamo.
Ora para chegarmos a esta palavra e este significado, muito alguém teve de penar, neste caso específico, duas personagens de muito pouca sorte.

Reza a história que um tal rapaz argelino, de nome Aurélio Agostinho (em latim: Aurelius Augustinus), um grande maluco nos seus tempos de juventude, lutou contra tudo e todos, mesmo sua própria mãe, ao não seguir a religião católica, e tornar-se um pseudo-filósofo (o que ele na realidade fazia era fumar umas ganzas e dizer umas parvoíces). Para além de dizer parvoíces, também as fazia, e foi o que aconteceu a 16 de Maio de 384 d.C. quando, mais uma vez, depois de fumar uma ganza de estrume de cavalo com os amigos, decidiu que o mais indicado para brincar seria um hipopótamo e dois romanos, adeptos fervorosos do “Ig”, coisa que Aurélio abominava com todas as forças do seu ser. E assim foi, Aurélio e os amigos jogaram os romanos para o meio dos hipopótamos, e digo-vos: não foi um espectáculo nada bonito de se ver. As posições adoptadas pelos animais em oposição aos panisgas romanos não fazem parte do argumento de nenhum conhecido filme pornográfico moderno. Não existe imaginação doentia actual que atinga o nível de asquerosidade visto então.

Foi esse o momento de viragem na vida de Aurélio Agostinho, que desde logo se converteu ao Cristianismo e se tornou bispo, escritor, teólogo, filósofo (a sério), padre e Doutor da Igreja Católica. Mudou o nome para Agostinho de Hipona e viveu e exílio até ao fim dos seus dias.
Então “hipótese”, como já devem ter percebido, tem a sua origem no facto de Aurélio Agostinho ter falecido em Hipona, e por ter escrito uma tese sobre a vida sexual dos hipopótamos-pigmeus-de-malta.
Refira-se que este homem, claro está, depois de falecido, passou a Santo Agostinho de Hipona.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Cabo dos Trabalhos

Diz-se, conta-se que Bartolomeu Dias era navegador e tal. É mentira! Bartolomeu Dias, nascido em Mirandela, em 1450, não só não era navegador, como não sabia nadar.
Desde muito novo que Bartolomeu Dias (Bartolas para os amigos, Babá para a mãe e Adelaide para o pai), se mostrava interessado pela lida da casa, mais propriamente na decoração, demonstrando grande apetência para a tarefa. Cedo também se apercebeu que mais depressa seguiria as pisadas da mãe, que as do pai, até porque, sendo o pai navegador ausente, era com a mãe que ele seguia para todo o lado.

Assim, anos mais tarde, Bartolomeu, homem sensível, bem-parecido, quis fazer a diferença e não deixar que a sua passagem por esta Terra fosse em vão, e assim, quando a oportunidade surgiu, alistou-se. Alistou-se num curso de Técnicas de Marketing. Frequentou o curso e passou com distinção, o que fez com que El Rei D. João II lhe adjudicasse a criação de uma imagem de marca para uma recente descoberta a Sul de África.
Assim, Bartolas, em Agosto de 1487, integra uma armada em direcção ao sul de África, com a duríssima missão de requalificar toda aquela zona da costa africana. E assim foi, Adelaide e sua tripulação abandonam Portugal em direcção ao desconhecido. Divididos por duas caravelas iam 117 homens, duas mulheres, sete crianças e 23 ratazanas.

Ora, qualquer história que se preze tem em si contida, um caso amoroso, e já se sabe que a História de Portugal está repleta de casos amorosos. Mas para isso comprem um romance de Margarida Rebelo Pinto, que aqui não há nada dessas coisas!

Passado um ano, mais coisa, menos coisa, por fim, o trabalho estava concluído.
Genial a associação feita às grandes tempestades, e à dificuldade em ultrapassá-lo, que o nome foi Cabo das Tormentas, e a imagem um velho barbudo, feio, mau, o Adamastor.
Trabalho concluído, hora de regressar a Lisboa, a Portugal. Assim, em Dezembro de 1488, El Rei D. João II recebe a comitiva que tanto sangue e suor deixou lá para os lados de África, congratulando-os por um excelente trabalho.
Mas isto não foi o fim! O Cabo das Tormentas não se chamou assim durante muito tempo. Porquê? Eu explico: - Esperanza Rodriguez, castelhana, Técnica de Limpeza, 1.63 m de pura beleza. Esperanza tinha uma pele clara, mas não muito, tinha o cabelo escuro e comprido, mas não muito, tinha olhos grados e negros, como um par de mãos tisnadas de carvão, mas não muito, mãos áspera e unhas ratadas, mas não muito, maçãs rosadas e salientes, mas não muito, pernas esculturais e apetecíveis. Muito!! Era, indubitavelmente, uma mulher lindíssima, boa, embora a sua actividade profissional não a favorecesse, a não ser quando adoptava a posição de agachamento para lavar os tacos do Castelo Real.

Esperanza, pela enésima vez, limpava os aposentos de El Rei na sua já característica posição do agachamento: joelhos bem assentes no chão, escova na mão direita, mão esquerda bem apoiada no chão, e o importante pormenor da peida espetada. E foram aquelas formas arredondadas que mudaram todo o rumo da História Portuguesa. El Rei D. João II não resistiu ao chamamento da Natureza e, em dedicatória à sua futura ex-amante castelhana, renomeou o Cabo das Tormentas para o actual Cabo da Boa Esperança.