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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Caídos - Parte 1

Chegam a casa depois de mais um friorento e chuvoso dia de trabalho. O homem acende a lareira, a mulher acende umas velas no quarto. O homem tem fome, então prepara algo para comer enquanto a mulher toma banho. A mulher acaba de se preparar para o que vem a seguir, e o homem toma o seu duche rápido. Encontram-se no quarto. Ainda sentem um leve arrepio, do frio que se faz sentir, pelo que rapidamente se apressam a unir seus corpos num apertado e caloroso abraço.
Os abraços passam a carícias. As carícias tornam-se deveras excitantes. E assim não conseguem evitar o próximo acto de enorme intimidade. E nessa friorenta e chuvosa noite acontece.
Beijam-se. O contraste dos gelados lábios com as línguas quentes provoca a inigualável excitação que ambos procuravam, nessa friorenta e chuvosa noite. Os beijos tornam-se cada vez mais apaixonados, como se aquele dia passado longe um do outro antes tivessem sido 20 anos.
Por entre beijos apaixonados, carícias ternurentas e uma forte vontade de sentir mais de seus corpos, ambos mantém o ritmo que os leva a delirar de prazer. Um prazer imensurável. Um prazer só possível numa friorenta e chuvosa noite de Outono.



NOTA: Todo o conteúdo deste blog é baseado em factos reais sendo que se torna muito difícil distinguir a ficção da realidade. Todas as imagens neste blog são descaradamente roubadas aos seus legítimos proprietários, desculpem lá qualquer coisinha!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Nuvens

Nuvens!
Brasas incandescente que me encandeiam…
Pensamentos obscuros que me invadem o raciocínio lógico…
Chamadas anónimas no meu telemóvel…
Desenhos apagados em papel vegetal…
Vontade de nada, que não vacila…
Dores musculares incapacitantes…
Cadeira de três pés em que me sento…
Isqueiro sem gás…
Tudo isto são desconversas, gonorreias mentais de um insano, demente, alucinado. Devaneios provenientes do mais profundo dos sentimentos.
A frustração! O potencial do nada, o desequilíbrio psicológico sem história, a incógnita do que será o futuro, do que é o presente, e até mesmo do que foi o passado.
À falta de melhor temática, falarei do “Regresso às aulas”. Do não se saber do que falam. Do não saber para onde se vai. Do não saber de onde se vem.
Eu explico:
- Viemos de uma infância convenientemente camuflada por boas memórias, apesar da lembrança de alguns maus momentos.
- Falam de disparates que mais tarde muita falta vão fazer, muitos deles sem qualquer lógica aparente, outros pura e simplesmente sem nenhuma visível aplicação à vida real.
- Para onde vamos? Para um futuro que transborda de dúvidas, inconsistências e receios. Tudo com uma razão de ser: O simples facto de respirarmos!



NOTA: Todo o conteúdo deste blog é baseado em factos reais sendo que se torna muito difícil distinguir a ficção da realidade. Todas as imagens neste blog são descaradamente roubadas aos seus legítimos proprietários, desculpem lá qualquer coisinha!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Atrasos - A Origem

O tema dos atrasos só não dá pano para mangas, porque já ninguém costura hoje em dia. Rasga, compra novo!!! Mas mesmo não dando para as mangas, ainda dá que falar!
Dizem as más línguas que foi a mulher quem inventou, a par da dor de cabeça, os atrasos. Porque será que dizem isto? Tem algum fundamento esta categórica afirmação?
Eu diria que… Não (senão levo porrada)!!!!
Vamos imaginar um homem! Conhece uma mulher e convida-a para sair.

Hipótese 1:
- Ela combina de aparecer num determinado sítio a determinada hora.
Ela aparece nesse determinado sítio? Pode ser que apareça, sim. À hora combinada? Não!! Porquê? Eu arrisco duas situações: Primeiro, ela ainda não tem noção do tempo que demora a despachar-se, talvez queira tudo perfeito, e nesse caso demora mais tempo que o normal, atrasando o encontro; Segundo, ela de facto despacha-se a horas, mas fica a fazer tempo para se atrasar, talvez pensando que, se ele esperar, vale a pena marcar um segundo encontro.

Hipótese 2:
- Ela diz-lhe que apareça na casa dela, para que esteja mais à vontade para demorar o tempo necessário para se despachar. Ele chega. Ela está despachada? Não!! Porquê?? Não faço porra de ideia, porque não faz porra de sentido nenhum. Será pelas razões acima descritas? Quiçá! Serão outras razões desconhecidas dos espécimenes do género masculino. Talvez!

Porque é que o homem se atrasa? Ou é metrossexual e tem de rapar as axilas, depenar as sobrancelhas, colocar hidratante nas nalgas, cortar as peles das unhas dos pés, passar as meias e os boxers a ferro, pôr sombra nos papos dos olhos, etc. Ou então, é macho dos que em público, cospem, arrotam e coçam os tomates, e aí é porque estava a dar a bola na TV, ainda não tinha terminado de beber a mini, não tinha preservativos suficientes na carteira ou, a melhor das justificações, teve a mudar o óleo do carro.

Por isso, o homem é básico, ao contrário do que possam pensar. Já a mulher, é uma constante incógnita o que faz ou porque o faz. Ou então não... Somos todos esquisitos uns para os outros e ninguém se compreende...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Churrascadas e não só...

O tema da sardinhada já foi abordado de forma sublime aqui no Tertúlia, o que faz de nós seres genialmente superiores.
Desta feita, o tema é “Churrascada”, o que me deixaria de água na boca, não tivesse eu já almoçado.
Quem ainda não foi a uma churrascada ao ar livre, no Verão? Pssssttt, cala-te!!!! Ninguém te perguntou nada!!!!! Quem??? Ninguém. Pois era o que eu pensava. Todos nós já tivemos o prazer de comer uma bela de uma entremeada ou febra, ou o belo do entrecosto, grelhados na hora, mesmo ali ao lado, na brasa ainda com cheiro a carvão e acendalha. O vento que insiste em não abrandar, as moscas e vespas que não largam nem por nada, os cães e gatos a rondar por baixo da mesa, na esperança que alguém “deixe cair” algum bocado de carne ainda quentinha. Sim porque se deixarmos cair pão, batata, alface, tomate, nenhum bicho pega.
Do que mais gosto num churrascada, tirando toda aquela carne grelhada, o pão molinho, a salada fresquinha, a batatinha cozida com azeite, a cervejinha fresquinha (um assunto a tratar noutra ocasião), é sem dúvida, o convívio. As conversas que fluem sem que hajam tópicos pré-definidos, uma verdadeira tertúlia sem tema certo. Fala-se de tudo e mais alguma coisa: Carros, conhecidos em comum, actualidade desportiva, política, social e regional, lavoura, e claro, sexo.
Ahhh pois é, tava com saudadinha de falar de sexo aqui na internet. Falamos de sexo, pois claro. Quem não fala de sexo??? Psssssttt, cala-te!!! Ninguém te perguntou nada!!!! Quem??? Pois claro que toda a gente fala de sexo!!! Sexo é o que faz girar o mundo. Dinheiro??? Psssst, cala-te!!!!! Ninguém te perguntou nada!!!!! Não, não é o dinheiro que faz girar o mundo. O dinheiro só serve para se ter sexo, por isso… Senão vejamos: Vamos contratar os serviços de um prostituta. O que ela quer em troca?  Dinheiro!!! Compramos um carro caro como a porra. Para quê?? Para termos sexo!!!! Temos roupa de marca para impressionarmos as mulheres e levá-las a ter sexo connosco. Como adquirimos essas roupas?? Com dinheiro! Vamos comprar comida para um jantar romântico. Porquê?? Para se ter sexo!!! Queremos ter sexo, temos que usar preservativo. Para termos preservativos, temos que gastar dinheiro!
O sexo gere tudo nesta vida, até a mais simples da churrascada!!!!!


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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Festivaleiros de Verão

Festivaleiros de Verão são aquelas pessoas que não perdem um festival, uma banda, um dj, todos os anos. Quem não trabalha, vai. Quem trabalha, vai também: pede um mês de férias e falta os restantes dois. Mas tem de ir!

- Men, bute curtir o sudoeste, men??
- Men, na boinha, men.
- Bora!
- Bora!
- Cool, men!
- Yá, cool, men!


- ‘Sabelinha, a ‘Sabelinha vai curtir Paredes de Coura?
- Ohh, Mimi, querida. Claro que vou, rica!
- Óptimo, querida, óptimo!
- Muito mais que óptimo!
- Optimissímo!!


- Auf, auf, auf??
- Auf, auuuuuu, auf.
- Auuuuuuuuu!
- Auuuuuuuuu!
- Caim, caim, caim…


- Porra!! Detesto festivais de Verão!!!
- Yá. Também eu! Aquela cena é só gandulagem!
- Yá. Pois é! Ouvi dizer que até cobram dinheiro para entrar..
- Pois. É por isso mesmo! Gandulos!!!!
- Calma pá! Nem tudo é mau!
- Ai não?
- Não! Então ouvi dizer que há lá cerveja com fartura! Aquilo é beber até rebentar com os tímpanos, e mesmo assim ainda sobra.
- Rebentar com os tímpanos? Isso é do ruído, não sejas parvo!
- Qual quê? É da bebida!!
- Mau!!! Tás-te a passar, meu?? Rebentar os tímpanos é da barulheira infernal que aqueles “porrada na lata” fazem em palco!!
- Não. É que imagina que íamos uns quantos contigo para um festival. Tu bebias umas cervejas. E sabes que tu quando bebes, és chato como a merda?!!!?? Mas é que és mesmo, mesmo, mesmo chato, pá!!!! Para te deixar de ouvir era pegar em cavilhões e rebentar com os tímpanos!!!
- Fonix!!!!
- Yá!
- E depois quem me trazia para casa. Não tenho carta!
- Qualquer um de nós, na mesma!
- Mas como, se tinham os tímpanos rebentados?
- Sei lá. De táxi!
- Ahhhh. Ok.
- Bora tripar pró Facebook?
- Yá. Bora!!



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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Festivais de Verão

Já chegaram há algum tempo, os festivais musicais de Verão. As tendas montadas na terra batida, no alcatrão; os rios, riachos, lagoas; as bandas, os djs, a animação; a pouca comida, a muita bebida… enfim, um sem fim de atracções que todos os anos, com crise ou sem crise chamam milhares de amantes da música, da Natureza e do convívio.
Existem os moches, os pulos, os braços no ar, as vozes esganiçadas disfarçadas pelo ruído ensurdecedor das colunas viradas para o público que, mesmo cabendo em todo o recinto, de tudo faz para se manter aglomerado naquele minúsculo (aqui depende da quantidade de pessoas) espaço onde realmente só dá para mexer para cima e para baixo. Depois também existem os apalpões discretamente camuflados por mais um salto ao som da música proveniente algures do meio do palco que se vislumbra ao longe.
Há quem goste e há quem não goste. Quem gosta, pois vai! Quem não gosta, vê na SIC Radical!

Existe outro tipo de festivais também mais comuns no pico do Verão. Os festivais gastronómicos, artesanais, medievais, etc. Aqui o público é diferente, mas também há música, embora basicamente sempre a mesma. Os produtos são os mesmo, os stands são os mesmos, porra!!! As pessoas são as mesmas!! No entanto, há quem os visite,a ano após ano, quiçá na expectativa de encontrar algo a preços mais baixos, ou mesmo uma barraquinha nova em relação ao ano anterior. O que conta é que  eles estão lá, à nossa espera.


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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Reencontros

Não vou falar de tertúlias, ou daí talvez vá. Vou falar de reencontros.
Eu tenho uma opinião formada em relação a amizades dos tempos de escola, mais concretamente, liceu. Mas será que essas amizades valem mais depois do reencontro 10, por vezes 15 anos depois?
Quer-me parecer que sim. Nestes últimos anos tenho reencontrado alguns dos amigos de liceu e tenho gostado imenso da experiência.
Pessoalmente, interessa-me mais saber o que têm feito, o que fazem, mas também gosto de relembrar “aventuras” antigas. Aventuras essas que, até há bem pouco tempo, julgava serem atitudes inconscientes características da adolescência, mas que hoje sei, são atitudes de quem gosta da vida, não obrigatoriamente de tudo, mas no que diz respeito à amizade e relações entre esses mesmos amigos, sim.
E para acordar o que foi preciso?
Para acordar foi preciso não tê-los por perto! É sempre assim, mas isso já se sabe: “Só damos valor às coisas quando não as temos”.
Não que me arrependa do que fiz, porque não me arrependo de nada, e tudo o que fiz levou a coisas fantásticas que me aconteceram ao longo dos meus 31 anos de existência. Lamento que nos tivéssemos afastado, mas não lamento o que fiz entretanto. Acredito hoje que existe uma altura para tudo. E esta, parece-me, é a altura para reencontros repletos de saudade e nostalgia.
Todos à minha volta estão sedentos de reencontros entre “”velhos” amigos que, por razões que nos transcendem a todos, foram perdendo o contacto com o passar do tempo. Será aquilo a que chamo a crise dos 30? Aquela fase em que somos velhos demais para sermos jovens, mas jovens demais para nos intitularmos de velhos?
O que é certo é que somos jovens o suficiente para estarmos solteiros, mas também velhos o suficiente para para utilizarmos expressões como “Old Fashion”.
Vê-mo-nos em constantes tentativas desesperadas de reencontrar o passado, quiçá para nos sentirmos adolescentes de novo. Mas é bom rever amizades julgadas perdidas. Para as pessoas que tenho reencontrado, deixo um recado: “Não fujam de novo, mantenham-se pelo menos em contacto, que eu vou tentar fazer o mesmo”. – Para aqueles/aquelas que ainda não reencontrei: “Anda cá, qué na t’alêjo!!!”

Joel Santinho


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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Reuniões secretas à porta fechada no seio de uma comunidade altamente embriagada ou não que por ironia do destino se conhece e começa na parvoíce em tom sério mas nem sempre

Tertúlia é isto: CLICA AQUI!!!!


E isto abaixo é um dos muitos, muitíssimos exemplos de tertúlias passadas no Facebook, com “posts” e “comments” que nunca mais acabam. Aliás, o Tertúlia Cor-de-Burro-a-Fugir surgiu precisamente de um conjunto destas tertúlias passadas nesta rede social que invadiu o mundo e está em altíssima onda.




GUIDO - Ouvi dizer que és amigo da bebida...
ALGUIDAR - Sou! Água, sumo e leite.
GUIDO - É, é!!! Corre por aí que o teu fígado não deve ser dos melhores para a troca, mas pelo menos tens uma vocação útil: esvazias garrafas que é uma coisa louca, visto que o vidrão da tua rua está sempre cheio!
ALGUIDAR - Fígado? Qual fígado? Já fez as malas e foi embora!
GUIDO - Sabes o que te digo?? “Mulheres bonitas fazem-nos comprar cerveja. Mulheres feias fazem-nos bebê-la".
ALGUIDAR - E depois de passar a bezana, olhas prá peça e explodes!!!!
BEATRIZ ALCOFA - Ehhh lááá!!!! Essa do "explode" tem direitos de autor(a). Mas eu empresto-te .. só por um bocadinho.
GUIDO - Expludam vocês que a mim não me apetece! Vão-se explodir que eu deixo.
ALGUIDAR - Era para mim, não era para ti. Não te metas onde não és chamado! Bia. Utilizei a explosão só por momentos. Agora devolvo.
BEATRIZ - Podes ficar com a explosao. Eu tenho de sobra.
GUIDO - Eu já não a quero!!!!!!
ALGUIDAR - ENTÃO????? AGORA JÁ NINGUÉM A QUER?????????
BEATRIZ - Então? Explodiste???? ohhhhh...
ALGUIDAR - Yá.
GUIDO - Explosão precoce! Amigo, isso agora tem tratamento, sabias?
ALGUIDAR - Não sei se arrisco, uma vez que contigo não resultou...
GUIDO - Eu expludo muitas, muitas vezes por dia!
ALGUIDAR - Ahhhhhhhhh.... Daí a mão dormente......
GUIDO - Não vás dormir não, que amanhã explodes no trabalho!
ALGUIDAR - Mais logo expludo é agora! E levo-te comigo! Vamos visitar o teu primo Belzebu!!
GUIDO - Eu sou Belfelgor, príncipe da luxúria e do desejo. ha ha ha ha ha ha (isto é uma risada demoníaca)
ALGUIDAR - Então seria: muahahaha!!!! hahaha. muahahahahaha
GUIDO - Muahahahahahaha, faz Belzebu. Esse é hemafrodita! E não é um anjo, é um demónio! Eu e Lucifer somos anjos caídos! ha ha ha ha ha ha ha
ALGUIDAR - És tanto anjo como eu sou a Playboy de páginas coladas que tens debaixo do travesseiro.
GUIDO - Não está debaixo do travesseiro!
ALGUIDAR - Não me digas que, passados tantos meses, lá puseste a fronha pra lavar??!!!??
BEATRIZ - O que uma simples expressão pode causar. Vocês tinham era muita explosão acumulada. De quem é o rastilho? E a dinamite???
ALGUIDAR - Essa pergunta é manhosa...
GUIDO - Posso responder? Posso? Posso?
BEATRIZ - Responde!
GUIDO - Respondo amanhã! Agora vou dormir! Beijinhos.
ALGUIDAR - Beijinhos.
GUIDO - Não era para ti, ó!
ALGUIDAR - Eu sei, ó!! Também não era para ti!


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quarta-feira, 28 de julho de 2010

A história da Carochinha! ... em tempo de crise!!

O

Isto da crise em tempo de férias faz-me lembrar uma história bem presente na memória de todos nós: "A história da Carochinha".
Não, não vos vou maçar com a história de uma carochinha que andava desesperada em busca de marido. Mas vou dizer-vos como seria essa história se fosse passada nos dias que correm.
- A carochinha estava no conforto do seu lar, à janela. Vivia dos rendimentos. Não!!!!!!!!! A gaja está numa esquina ao ataque, porque não tem rendimentos!
- A carochinha ia recebendo propostas de casamento e, amavelmente, ia recusando. Não!!!!!!!!! A gaja não tinha hipótese senão realizar todos os desejos sexuais dos c@(r)@&%$s que iam aparecendo. O chulo ia-lhe aos co(r)n&5 e f‰¶&@-lhe a boca toda!
- A carochinha estava a fazer uma sopa no seu enorme caldeirão. Não!!!!!!!!!! Nem dinheiro para uma p&#@ de uma sopa ela tem. O chulo leva-o todo!
- Apareceu o João Ratão a dizer que casava com ela, mas que na realidade queria era comer-lhe a sopa. Não!!!!!!! Aparece um rebarbado qualquer sem vida própria a querer f%&3-la, e é isso que faz!
- O João Ratão cai dentro do caldeirão por causa da p&#@ da gula. Não!!!!!!!!!!!! O c@b$@0 do chulo enche-lhe o focinho de porrada por causa p&#@ da luxúria!
- A moral da história é que quem tudo quer, tudo perde. Não!!!!!!!!! A p&#@ da moral da história é que há quem o faça por gosto, mas também há quem o faça por necessidade, face às dificuldades actuais. De louvar quem escolhe o caminho mais dificil, mas que na teoria é o mais acertado.


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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Sardinhadas de Verão

Existe algo melhor que comer uma bela sardinhada pelo entardecer adentro, num solarengo dia de Verão?
Existe!! Claro que existe, mas isso para aqui não conta nada. Temos de falar de sardinhadas, é de sardinhadas que vamos falar!

Felismina e Graciete, duas amorosas desconhecidas não têm nada a ver com sardinhadas, até porque não gostam de sardinhas. Assim como eu! Não as sardinhas porque não gosto, mas um carapauzito grelhado na bela da brasa, já marcha.

Adalberto e Augusto, dois gémeos falsos, também nada têm a ver com sardinhadas, embora gostem, e muito, mas emigraram para o Cazaquistão, e toda a gente sabe que no Cazaquistão não há sardinhas.

Quem realmente está directamente relacionado com sardinhadas é o Libório, algarvio de 56 anos, pescador há 50. Da embarcação dele, um belíssimo barco insuflável com 1,80 m por 75 cm, de 4 remos, cores vivas e alegres, já foram parar à Lota de Portimão cerca de duas dezenas de quilos, só em sardinha, o que é um grande feito para uma pessoa só.
Tudo começou há 15 dias, quando numa ocasional visita à praia da Marina, Libório e seus sobrinhos, se banhava nas límpidas águas do rio Arade, mesmo à entrada do oceano Atlântico. Libório havia comprado um camaroeiro numa qualquer loja dos chineses, para ensinar os putos a pescar. E assim foi! Assim que ele coloca o camareiro dentro de água, sardinhas começam a saltar lá para dentro, para jubilo dos presentes veraneantes.

Horácio sentou-se na mesa. Acenou ao empregado que rapidamente assentiu.
”Uma dose de sardinhas, por favor.” - pede Horácio, sozinho naquela mesa do canto, junto à entrada para a casa-de-banho das mulheres.
“Com certeza, chefe. É pra já!” - retorquiu o empregado, extremamente bem disposto, pois algumas horas antes havia estado no hospital de visita à sua companheira de há 4 anos e do seu recém-nascido rebento de quase 4 Kg, saudável e forte como um touro.
Chegam as sardinhas e Horácio sorri enquanto saliva lhe escorre pelos cantos da boca, e prepara a fatia de pão caseiro para deitar a sua primeira sardinha assada (que é sempre a que sabe melhor).
“O que vai querer para acompanhar?” - perguntou o sempre sorridente e prestativo empregado - ao que Horácio responde prontamente: “Mais sardinhas, mais sardinhas!!!”

Sueli, modelo fotográfica e filha de Wilson e Mágda, um casal que no ano transacto havia comemorado as tão esperadas Bodas de Ouro, conduz um Peugeot 307, branco e lavadinho de fresco. Com ela vai Valquíria, a amiga. Valquíria tem 27 anos e é modelo de passerelle desde os 12, sendo que isso não lhe confere o direito de opinar sobre sardinhas assadas. Ambas as elegantes amigas se dirigem para a casa de campo de Raimundo e Gisela, dois amigos.
Raimundo é técnico de vendas, na vertente das telecomunicações, sendo que Gisela também. A sardinhada iria ter lugar aí, no quintal, e embora também houvesse carapaus, febras, entrecosto e entremeada, a história insere-se muitíssimo bem no tema das sardinhadas.

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terça-feira, 6 de julho de 2010

Viva a sardinhada, viva!

É um excelente período. Adoro uma boa sardinhada. Bem, sou um pouco especial a comer (não como à Algarvia em cima do pão)… mas também não vos digo como eheheheheh!!!

O que me apraz referir é que adoro o cheiro a sardinha pelas ruas ao almoço, o vinhinho branco a acompanhar, ou uma boa cerveja gelada, ou uma sangria… uns nacos de pão, uma saladinha com pimento assado, tomate, pepino… bem não é uma receita. São costumes, sei… sei!!
Uma boa coisa que nós temos. Estes tempos em que cheira a verão, em que as férias estão a aproximar-se, o calor começa a apertar (e de que maneira estes últimos dias) e não não estou a ser irónico… ou quase!
Só uma coisa, ou duas. O calor é demasiado. Poderiam estar uns 5 graus a menos e eu vivia melhor. E… os bailaricos populares. Não é elitismo, juro. Também me divirto (com um grupo fixe), mas cansa. Começam em Junho e acabam em Setembro... repetem-se por esse país fora, mesmas músicas, bandas ou acoordeonistas mais ou menos equipados, etc. São os nossos festivais de verão populares... e bem populares!
(C) Joaquim Guerra


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quarta-feira, 30 de junho de 2010

A Lenda da Moura do Castelo de Tavira

Reza a história que um cavaleiro cristão, D. Ramiro, frustrado por não ter conseguido resgatar uma bela moura, filha de um governador de Tavira, também ele mouro, Aben-Fabila, se vingou em qualquer muçulmano que lhe aparecesse à frente, e desancava em todos, sem dó nem piedade!

A moura, supostamente encantada por seu pai, que havia fugido do Castelo de Tavira deixando-a para trás para mais tarde resgatá-la, era na realidade uma assídua frequentadora de um bar nas redondezas, o Califa Bar, nas imediações de Tavira, e fôra desertada por seu pai, pelas constantes investidas contra o seu poderio, mais concretamente, pelas tatuagens de crucifixos, piercings e grandes bebedeiras
Certa noite, mais concretamente na noite de S. João, bebia a bela moura o seu Cocktail de Baba de Camelo, quando um belo jovem se aproxima dela com ar sedutor e irresistível. E assim começou o engate. E como qualquer outro engate bem sucedido da altura, o jovem cavaleiro de nome Ramiro, começa a falar dos seus combates e conquistas, mesmo não tendo estado lá. Mas tudo valia na arte da sedução. E contou os “seus” feitos. E contou, e contou… E o rapaz falou até ao amanhecer. Mal sabia ele do encantamento daquela linda moura.
Sempre, e em qualquer circunstância, qualquer engate bem sucedido dirigido à moura, acontecera antes da alvorada matinal. Sempre!!! Era a triste sina da rapariga. Mas D. Ramiro, novo naquelas bandas, não sabia. E da pior maneira descobriu.
Aos primeiros raios de sol, ainda ele “batia o couro” à bela moura, quando ela lhe revela algo que nenhum homem gosta que lhe seja revelado: Os líquidos do interior do estômago de uma mulher! Neste caso, da moura!
Era esse o feitiço em cima dela. Toda a noite a beber fazia aquele efeito sempre àquela hora: O grego!
O cavaleiro cristão, D. Ramiro, nunca mais tentou seduzir mouras, tendo inclusive ganho “um pó” terrível àquela raça.
Ainda hoje, segundo contam os mais idosos, ainda a bela moura encantada aparece nas ameias do Castelo de Tavira, ao raiar do sol, a despejar os conteúdos do seu estômago, para pânico dos residentes.



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quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Lenda de Dona Branca

Corria o ano de 1278 quando o último rei mouro de Silves, de nome Ben-Afan, a mando de uma fada chamada Alina, se dirige ao Mosteiro de Lorvão em busca de uma lindíssima cristã que havia invadido os seus sonhos. A fada moura oferece-lhe dois ramos: um de murça, em representação do Amor, e outro de louro, que representaria a Glória. Conforme cada um dos ramos murchasse ou florisse, assim o rei deveria seguir as respectivas indicações.
Posto isto, lá foi ele ao Mosteiro em busca da sua amada. Assim que a vislumbra, o ramo de murça floresce com uma enorme força, significando que aquela é, sem qualquer dúvida, a sua companheira para a vida. Ela sente o mesmo e foge para casar com ele.
Mal sabia ele que essa linda cristã era Branca, princesa de Portugal, filha de El-Rei D. Afonso III.
Certo dia, o Rei faz um cerco ao Castelo de Silves e, no calor da batalha, fere mortalmente o rei mouro. Ao seu lado, os dois ramos oferecidos pela fada Alina - o de murça murchava rapidamente, enquanto que o de louro ganhava vida sem parar. O rei estava às portas da morte, mas morreria em toda a sua Glória. Morreria se…
Sem que nada o fizesse esperar, o ramo de louro começa a perder vida e o de murça rejuvenesce a olhos vistos. Branca aproxima-se do seu amado e beija-lhe gentilmente o pescoço, enquanto o ramo de murça cresce vivaz. E cresce, e cresce, e cresce. A princesa Branca, ao se afastar de Ban-Afan, revela no seu pescoço duas distintas marcas que sangram. Ele agoniza em dores. Mas rapidamente tudo lhe passa. É um homem novo, rejuvesnescido, energético… Ela regogiza-se e lambe os restos de sangue que lhe escorre pelos cantos da boca, ainda revelando os seus salientes caninos. Agora sim, ficariam juntos para sempre! Imortais, mas condenados à Sede, aquele insaciável desejo de se alimentar de sangue.

“Este é o final feliz! O final triste é que o ramo de louro secou por completo, e morreu afogado num refogado de cabrito!”

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Pedra Mourinha

A lenda da Pedra Mourinha ficou para a história do Algarve e do sítio com o mesmo nome, que se situa em Portimão. O que a lenda conta, muito de vós já sabe. O que não se sabe são os acontecimentos que deram origem a essa bela história de Amor.

Em tempo incerto, algures entre o século XII e o Século XXI, em pleno Agosto, um formoso rapaz nadador-salvador de uma praia de nudistas, situada onde hoje é Armação de Pêra, preparava-se para mais um dia de árduo trabalho. O jovem era alto (1,72 m), moreno, olhos e cabelos castanho-esverdeado, músculos bem salientes no seu corpo bem torneado. O seu nome era Álvaro Teixeira e era algarvio de gema, mas de descendências nortenhas.
O sol batia nas 6h30 da matina, e lá estava ele, a passar o protector solar enquanto micava os primeiro veraneantes do dia. Com ele encontrava-se Inácio d' Albuquerque, um seu grande amigo, que estava de regresso de uma noite de intenso labor. Capitão-de-Mar era ele. E com muito orgulho!
A chegada das pessoas ao areal provocava um aumento da concentração de Álvaro. Até que...
...Chega a mais bela, a mais atraente, a mais linda, a mais exótica naturista por ele alguma vez vista. A sua atenção, repentinamente, está toda direccionada para esta rapariga. Esta lindíssima mulher com o seu metro e sessenta, longos cabelos negros, morena de nascença, lábios carnudos, seios nem grandes, nem pequenos: firmes; pele lisa, olhar negro e penetrante, sensual! Ao seu lado vinham dois marmanjos com vestes esquisitas: eram muçulmanos. E armados!
Tanto Álvaro como Inácio fizeram uma expressão de desilusão, mas que só durou até Álvaro dizer: "Ahhh, que bela moura!!!!!" - Álvaro e Inácio acenaram, concordando e riram.
Mal sabiam eles o que estava para vir.
Os mouros e a bela moura sentaram-se mesmo em frente ao nadador-salvador, o que não é o mais indicado, pelo que Álvaro Teixeira interpelou os invasores: "Peço desculpa, mas não é possível permanecer neste local". Os dois capangas olharam de esguelha para ele e ripostaram: "Salamec malacueca!
", disseram. Álvaro olhou para eles com indignação no olhar e, no momento em que desviava o olhar dos árabes, roçou com a vista pela bela moura, apercebendo-se que ela o fixava com um olhar ternurento, meigo, apaixonado... Viram-se faíscas a sair de seus olhares, corações e cupidos dançavam em seu redor. Era Amor.
Passaram-se dias, e a moura regressava àquela praia e trocava olhares comprometedores com o nadador-salvador. O seu nome era Vaihamèda Hipolíta e, não sei se já referi, mas era linda!!!!!
Seu pai, o último resistente de Silves, rei da cidade ainda moura, soube das intenções dos jovens em se juntar e prendeu a sua filha na torre do castelo, mas Álvaro e Inácio, eram homens cheios de recursos e amizades, e conseguiram recrutar uma meia-dúzia de barmans e recepcionistas, e resgataram a princesa moura do encarceramento. Não durou muitos minutos até que Inácio d' Albuquerque, Capitão-de-Mar, convertesse a moura ao cristianismo, e casasse os dois pombinhos. O rei mouro mauzão nada pôde fazer, perante o acto que já estava consumado, e regressou ao seu país: o Iraque!
Álvaro e Vaihamèda foram viver para uma moradia de luxo, nos terrenos dos pais de Álvaro, em Vila Nova de Portimão. Prontamente o sítio ficou chamado de Bela Mourinha, em homenagem à bela da ex-princesa moura.
Tudo corria bem para os dois apaixonados: - Tinham uma casinha, uma charrete, um cão, um gato, um dromedário e um casal de periquitos. Eram felizes, e a ex-moura convertida a cristã estava de esperanças. Iriam chamá-lo de Augusto.
Certo dia, perto de sua casa, Vaihamèda aproxima-se de uma gruta para apanhar Rosmaninho para chá. Não sabia ela que essa mesma gruta estava assombrada por zombies gay, e que seu marido havia ordenado o encerramento da mesma, com um pedragulho de 30 toneladas, importado do Egipto.
Era domingo, e ninguém trabalhava, pelo que o calhau estava suspenso por uma grua, mesmo à entrada da gruta. Vaihamèda, feliz pela vida: - marido bom todos os dias, terreno com fartura, um rebento quase a chegar... - avista um belo de um rosmaninho à entrada de uma gruta, e vai lá para colhê-lo. De repente, ouve uns grunhidos esquisitos, assoma-se e... de súbito: um vulto passa por ela, o que lhe provoca um enorme calafrio. Assusta-se! Grita: "AAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!" O grito provoca um tremor de terra que abala a grua, partindo os cabos que aguentavam as 30 toneladas do calhau. Vaihamèda não consegue fugir e evitar ser atingida pelo enorme pedragulho.
Álvaro fica desolado, converte-se ao islamismo e, achando que não se justifica manter o nome do seu terreno como Bela Mourinha, muda-o para Pedra Mourinha.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A verdade por detrás da Lenda

Amanhã é Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades...
Ups.. Peço desculpa. Amanhã é feriado!!!!
E em época de comemorações deste grande escritor, contador de histórias, poeta português, o Tertúlia resolveu homenageá-lo durante toda esta semana. Hoje é isto que vos apresentamos.








Por entre mantas e lençóis amarrotados
por um grande amor foi gerado um menino
de um casal, dois pais mui babados
Mui grande se faria um dia o rapazinho
Nessa noite se deitaram os três aconchegados
Por toda a parte se ouvia um murmurinho
Enormes feitos se aguardavam do petiz
um prodígio da ponta dos pés à ponta do nariz

Em pequeno revelava mui grande habilidade
Aos confins do mundo a palavra chegou
Era artista único no seio de sua trindade
Todo o futuro da história ele preconizou
Desde o norte do Douro ao sul do Arade
Em escrita de histórias o rapaz triunfou
Em seu redor o povo exclamava gritando
"Ó rapaz escritor! Essa escrita? Vai andando?"

Mas de escrituras não quis ele saber mais
De papel, tinta e penas estava farto
O homem feito, que às tantas disse aos pais
"Não quer escrever, quer outra arte,
Quer praticar desporto, este que amais"
De terras lusas partiu para outra parte
Para um atleta então se tornar
E de nau partiu o jovem pr'além mar

Muitos anos se passaram sem notícias
Eis que chega o homem retornado
Regressa diferente, cheio de malícias
Parecera que ao longe, mal amado
Por mil e uma ou mais patrícias
Na bagagem mil feitos havia alcançado
E voltara a revelar o seu paradeiro
Para verem o que aprendeu no estrangeiro

Mais de mil versos intemporais depois
Foi ele aprender outro engenho
Nas setas não eram precisos dois
Mas era necessário muito empenho
E nem mesmo a inveja de certos bois
E sem ligar porra ao desdenho
Chegou assim, no seio dos atletas,
Um jogador federado de setas

Tamanha agilidade não havia igual
E pontaria, do melhor que havia
Era craque da seta da era actual
Mas como muitos não tinha a mania
Tinha dotes e alma de imortal
E nesse ano algo novo apareceu
Um grande e novo torneio aconteceu

Torneio Luso-Mundial de Seta Voante
Ao qual muitos digníssimos se associaram
Entre eles o nosso herói participante
E começou quando os juízes apitaram
Ao som de uma tromba de elefante
O torneio que p'lo mundo falaram
Da imponente invicta ao longínquo Oriente
Por entre terras, da fria até à quente

Mas do desastre não estava safo
O ex-escritor, agora desportista
Por entre bebida e o seu bafo
O nosso bom herói vaza uma vista
A desgraça, aqui eu desabafo
Foi a maior tristeza do artista
Ao jogar a seta para o centro da cereja
Faz ricochete na caneca de cerveja

Mas nem mesmo isso o impediu
De triunfar naquela competição
Que vá p'rá puta que o pariu
Quem não acredita no campeão
E foi até ao fim, foi de fio a pavio
Foi até vencer o desejado medalhão
Foi o nosso maior dos mandriões
Foi Luis Vaz de Camões


NOTA: Todo o conteúdo deste blog é baseado em factos reais sendo que se torna muito difícil distinguir a ficção da realidade.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Os 150 anos de Manuel Teixeira Gomes

A 27 de Maio de 2010 comemora-se o 150º aniversário do nascimento de Manuel Teixeira Gomes, o nosso 7º Presidente da República Portuguesa. Nós, do Tertúlia Cor-de-Burro-a-Fugir decidimos homenagear este escritor portimonense de gema e, depois de muita investigação, descobrimos factos desconhecidos do comum dos mortais sobre esta célebre figura histórica.

Nascido em berço de ouro em pleno séc. XIX, 1860, em Portimão, ou Vila Nova de Portimão, como era conhecida na altura, e filho de um bem sucedido produtor de figos secos, Mané providenciou para que esta pacata vila nunca mais fosse a mesma.
Rapaz hábil e viril, cedo evidenciou dotes para a literatura. Mané devorava livros. Literalmente!! ele tinha um enorme fascínio pelo paladar a papel rançoso dos livros, especialmente os de capa dura. Mas Manuel Teixeira Gomes não era só um apaixonado pela escrita, er atambém um apaixonado por mulheres. Um verdadeiro sedutor nato.
Por toda a Praia da Rocha não havia bifa que lhe escapasse, não havia estrangeira que não resistisse aos seus encantos naturais. No entanto, havia quem lhe fizesse concorrência: o seu nome era Tozé Mamadinha. Esse detinha metade da praia, da zona do Molho à Bola de Nívea, sendo que o Mané detinha a concessão do restante da praia, mesmo para além do Miradouro. Se poisava "peixe" naquele areal, era com certeza "pescada" por um deles! De referir que esta situação não agradava a nenhum dos dois. Qualquer um deles queria a total exclusividade da área de "pesca".
E foi num tórrido dia de Agosto, que uma bela, alta, espadaúda, boa todos dias, sueca, se instalou no areal da Praia da Rocha, em Vila Nova de Portimão, mesmo em cima do meridiano que dividia as duas concessões. Ao se depararem com tal estonteante visão, os sedutores apressaram-se para reclamar a lindissima mulher. Talvez a coisa tivesse corrido melhor se a beldade nórdica tivesse uma amiga, mas não tinha, e então Tozé desafiou Mané para um duelo à moda dos sedutores de praia. Mané prontamente aceitou o desafio e corre para casa dos pais, dirige-se à garagem e, por entre o entulho de livros e cestas de vinha carregadas de figos secos lá existente, tira a sua arma de eleição: A sua bicicleta!
O encontro seria no dia seguinte ao Meio-dia, no início da Ponte Velha que, na altura, era Nova.
Mané, confiante e cheio de energia, chega mais cedo, e já a zona estava repleta de espectadores vindos de vários pontos do país, ansiosos por tão aclamado duelo. Atrasado 10 minutos chega Tozé com a sua pedaleira de competição. Os dois arqui-rivais trocam galhardetes (dos verdadeiros já que Mané era benfiquista ferrenho e Tozé era sportiguista lagartão), e montam-se nas suas "burras": Partida! Largada!! Fugida!!!!!!! E lá vão eles!! A despique pela Ponte fora, em direcção ao desconhecido! Enquanto não desapareciam aos olhares dos milhares de curiosos presentes para o despique, o seu desempenho parecia muito renhido.
E assim desaparecem no horizonte, deixando uma nuvem de ânsia e curiosidade por entre os mirones.
Passam 3 meses, e eis que chega o vencedor: Tozé! Na meta, meia-dúzia de resistentes sub-nutridos, esfomeados e desidratados esperavam impacientemente por este momento. Eles queria era sair dali para fora, independentemente do vencedor.
Quanto a Menuel Teixeira Gomes, esse, nunca mais foi visto. Descobrimos mais tarde, que se tinha instalado em Lisboa onde começou a escrever para o "Folha Nova", "Folha de Hoje", e "Primeiro de Janeiro". Assim se estreou na arte que o celebrizou. Mais tarde foi ensinar inglês de praia ao ex-Rei D. Manuel II, exilado na Inglaterra, e regressou a Portugal em 1923 para ser Presidente da República, até 1925, quando renuncia ao cargo por divergências com o Governo de Domingos Leite Pereira. Na verdade Manuel Teixeira Gomes venceu o Primeiro-Ministro ao Gamão, o que o deixou fulo com o portimonense.
A 17 de Dezembro de 1925 embarca para a Nigéria onde, mesmo remotamente, se associa a dois amigos, Artur Alma Arrã e Amélia Ró das Urtigas que, num momento de pura inspiração, criam uma parceria inclinada para a literatura artística. A Tertúlia Cor-de-Burro-a-Fugir!! A origem deste nome, Tertúlia é um acrónimo (palavra formada pelas letras ou sílabas iniciais de palavras sucessivas de uma locução, ou pela maioria destas partes - viva a wikipédia) dos nomes dos Tertúlianos originais: - TE (Teixeira); RTU (Artur); e LIA (Amélia). Já Cor-de-Burro-a-Fugir deriva do facto de muitas pessoas proferirem as seguintes palavras sobre Manuel Teixeira Gomes, quando montado na sua burra (bicicleta): - "Nem se lhe vê a cor!!" - de tão veloz que era. Assim surge esta vossa Tertúlia Cor-de-Burro-a-Fugir, que nós levamos até às vossas casa, locais de trabalho, praças, jardins e repartições públicas.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Pinhal de Leiria

No início do século XIII, Portugal era um país jovem, com baixa auto-estima, ataques de acne constantes, voz esganiçada, mas com uma enorme e irresponsável coragem e imaginação.
O Clero, força maior durante séculos, andava em guerra com os Reis portugueses desde nosso senhor D. Afonso Henriques, o pai nosso de todos os dias, tentando impor regras e obrigações de carácter absurdo ao nosso país. El Rei D. Afonso III, não fugiu à regra e, também esse, mesmo depois de conceder vários privilégios à Igreja, foi chateado, massacrado por bispos, arcebispos e até o Papa. No fim da sua vida, tinha 43 processos crime, levantados pelos clérigos contra sua pessoa. Entre essas queixas, destacamos a proibição da cobrança dos dízimos por parte da Igreja, a obrigação dos clérigos a trabalhar nas obras das muralhas das vilas, prisão e execução de clérigos sem autorização dos bispos e ainda, a nomeação de judeus para cargos de grande importância. A agravar ainda mais as coisas, este rei favoreceu monetariamente ordens religiosas mendicantes, como franciscanos e dominicanos. O grande conflito com o Clero também se deve ao facto do rei ter legislado no sentido de equilibrar o poder municipal em prejuízo do poder do Clero e da Nobreza.

O Rei era assim, um Rei do Povo, e era muito querido pelos portugueses por decisões como por exemplo a da abolição da anúduva (imposto do trabalho braçal gratuito, que obrigava as gentes a trabalhar na construção e reparação de castelos e palácios, muros, fossos e outras obras militares). Mas a decisão real que gerou mais discórdia foi a de distribuir transporte de Vai-Vem gratuitos pela cidade de Leiria, lar do Rei, e local das primeiras Cortes do reino de Portugal, levadas a cabo por Afonso III. O transporte era feito por burros, animal que a Igreja desejava manter ou a transportar suas excelências cristãs, ou a servir de transporte de cargas.
Contra o Clero e a Nobreza, D. Afonso III, manteve os Vai-Vem gratuitos para o Povo, essa classe social mais desfavorecida. Para diferenciar os burros Vai-Vem dos restantes burros pertencentes ao Clero, o Rei mandou tosquiar os bicharocos já no início da época quente, de modo a protegê-los das baixas temperaturas.
Não satisfeitos com a medida, grupos de fanáticos religiosos, organizaram, à socapa, uma operação de aniquilação dos burros tosquiados, mas El Rei era de uma genialidade sem igual, e já se tinha adiantado. Meses antes já tinha mandado plantar um enorme pinhal, o Pinhal de Leiria. Essa mata veio a servir de refúgio para os burros tosquiados, com o propósito de protegê-los dos assassinos de burros, sedentos de vingança pelo ignorar das regras por parte de Afonso III.
O seu filho, D. Dinis, depois de ser coroado Rei, continuou o trabalho do seu pai, e aumentou substancialmente esse mesmo pinhal. Os burros esses, passaram a servir todas as classes até há bem pouco tempo. Hoje, esse nobre e trabalhador animal, encontra-se protegido por estar à beira da extinção.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

P.I.D.E. - Pedido Inadiável da Declaração do Encarnado

A P.I.D.E., pensávamos nós, era uma força policial de segurança (Polícia Internacional e de Defesa do Estado). Eram uns gajos maus como tudo, que se juntaram entre 1945 e 1969, e que supostamente, agiam na contenção da oposição ao Estado, nomeadamente da Ditadura vivida na altura. Nada mais errado. Toda esta informação era uma fachada para as verdadeiras funções deste bando de rufias.
Está certo que a PIDE gozou, maltratou, mutilou, estropiou, violou, matou, etc., etc., etc., mas tudo em nome de um bem maior.
Corria exactamente o ano de 1945, quando o Sport Lisboa e Benfica atancha 7 golos ao Sporting Clube de Portugal, num jogo para o Campeonato português. Avizinhava-se a vitória dos encarnados nesta competição.
António de Oliveira Salazar era, sem supresas para ninguém, um benfiquista ferrenho. Desde o início do seu mandato em 1932, como Primeiro-Ministro português, Salazar apenas viu o seu clube do coração vencer o Campeonato Nacional por 5 vezes, o que era, no seu entender, uma afronta ao Governo, sendo por isso, necessário tomar providências urgentes. Assim, no início do ano de 1945, surgiu o rumor de uma força policial encarregada de criar juízo nas mentes dos portugueses e, quem ousasse desafiar esta medida, sofria consequências graves.
A P.I.D.E. tinha como principal objectivo converter adeptos de outros clubes à onda benfiquista criada por Salazar, esse grande maluco. No processo, alguns políticos foram chacinados e violados. O que não se sabe é que estas vítimas da P.I.D.E. ou eram adeptos do Sporting CP, ou eram adeptos do FC Porto, ou eram adeptos do FC Belenenses, ou eram só muito feios!
A P.I.D.E. foi extinta em 1969 por ordem superior do Papa Paulo VI que, sendo italiano, nutria de um ódio sem igual pelas equipas de futebol portuguesas, especialmente o Benfica que na altura estava em alta, tanto nas competições nacionais, como nas internacionais.

PS: Quero dar os parabéns ao Portimonense pela subida à Liga Sagres. Há 10 anos que não víamos o clube algarvio na 1ª Liga.
Obviamente que queremos também dar os parabéns ao Benfica pela conquista do 32º Campeonato de futebol. E sem a ajuda da P.I.D.E.

NOTA: Todo o conteúdo deste blog é baseado em factos reais sendo que se torna muito difícil distinguir a ficção da realidade.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

"Os parvos do costume" - Correio da Manhã

Esta noticia estava hoje no correio da manhã, na ultima página no canto superior direito.


"Os parvos do costume"

"O Papa Bento XVI chega amanhã a Portugal e um bando de meninas e meninos prepara-se para distribuir 28 mil preservativos à entrada das missas no Terreiro do Paço, em Lisboa, e na Avenida dos Aliados, no Porto.








É evidente que o referido bando excluiu Fátima por motivos mais do que óbvios. A caridade cristã e a inteligência aconselham que ninguém responda a estas miseráveis provocações. Mas como o povo católico que vai estar no Santuário no dia 13 é muito mais genuíno nas suas manifestações de Fé e de revolta, percebe-se que o tal bando de inúteis tenha eliminado Fátima do seu roteiro folclórico. É que Deus, na sua infinita misericórdia, de certo perdoaria algumas ‘arrochadas’ bem dadas nos parvos do costume. Só se perdiam as que caíssem no chão."

Por: António Ribeiro Ferreira, Jornalista

Ok, isto é a minha opinião pessoal e não reflecte de forma nenhuma a dos meus colegas Tertúlianos.

E não estará este grupo de pessoas a fazer um favor a igreja católica? Tendo o Papa condenado o uso do preservativo, deve ser dificil para um padre arranjar alguns (preservativos), assim sempre têm ali de graça. Com tanto sexo que tem sido praticado por alguns sacerdotes... Quer-me a mim parecer que a "Control" ou a "Durex" têm ali um novo nicho de mercado... Maquinas de venda de preservativos disfarçadas de "Maquinas de Venda de Bíblias".

Por: Dario Martins, Agnóstico


NOTA: Todo o conteúdo deste blog é baseado em factos reais sendo que se torna muito difícil distinguir a ficção da realidade.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Revolta das Amélias

No virar do século XIX para o século XX, estava Portugal mergulhado numa Monarquia com os dias contados. Pode-se pensar que isto se devia ao facto de em 1876 ter surgido uma seita que se intitulava de Partido Republicano, mas não! Estes senhores sedentos de poder e insatisfeitos com a governação do país por parte do Rei D. Manuel II, 36º Rei de Portugal, nada tiveram a ver com o que se seguiria. As verdadeiras razões seriam outras.
De facto, já desde o século XVII que os homens haviam começado a usar como indumentária adereços como collants, folhos, perucas e maquilhagem, mas nada comparado com o que estava a surgir. Mesmo dentro da Casa Real se começava a notar vestígios desta nova classe, que na altura até nem tinha classificação.
O Palácio das Necessidades, lar oficial do Rei D. Manuel II, último Rei de Portugal, tinha um cozinheiro de nome Fabrício, um mordomo de nome Marcelo, um jardineiro que se chamava Juan, e um limpa-chaminés a quem chamavam de Cindy.
Estes quatro da vida airada pertenciam, quase que secretamente, a esta nova classe sem nome. O desagrado pelas fardas de trabalho levou-os a tomar uma atitude: a revolta contra a entidade patronal, que era nada mais, nada menos que o Rei de Portugal e dos Algarves.
Reivindicavam eles que bata e chapéus brancos, fato e gravata, fato-macaco e botas, e arnês e espanador, eram desvirtuantes para a verdadeira essência do seu ser. Para eles, confortável, confortável era lycra bem colada ao corpo em forma de maiô.
Porquê? Porque eram praticantes de ginástica rítmica. Isso, o Rei até permitia. Mas usar maiô no exercício das funções já era esticar a corda em demasia.
E assim foi! Os quarto revoltaram-se, tomaram o Palácio e expulsaram o Rei que se exilou nos arredores de Londres, na Inglaterra.

Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugénio de Saxe-Coburgo-Bragança e Orleães, nome completo de D. Manuel II, e como se já não bastasse ter este nome, e do trauma de quando a mãe o chamava para o pequeno-almoço, quando acabava de dizer o nome dele já era de noite, ficou de tal forma traumatizado com estes acontecimentos que teimou em aprender inglês à força, pedindo ajuda ao seu grande amigo, Manuel Teixeira Gomes, para lhe ensinar a língua, mesmo que fosse a versão de praia. Aprendeu e tornou-se cantor pimba, celebrizando temas como: “Wake me up before you Go-Go”, “Candle in the Wind”, "Livin' La Vida Loca", e "Monsieur José".